PorciúnculaRJ

17.832 habitantes · IBGE 3304102

IA

Resumo socioambiental

Porciúncula apresenta quadro socioambiental preocupante no eixo saneamento, com sinais mistos em emissões. A cobertura de água atingiu 76,1% em 2024, valor 20,2% inferior ao registrado em 2010, tendo sofrido queda abrupta a partir de 2018 — mesmo assim, o município fica próximo da mediana nacional (73,2%) e abaixo da UF (90,6%), no percentil 54. A perda de água, porém, é crítica: 43,4% em 2024, bem acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,8%), posicionando o município no percentil 76 (pior que a maioria). Essa combinação sugere que parte da queda na cobertura pode estar ligada a problemas de gestão e infraestrutura do sistema de abastecimento, não apenas à ampliação da demanda.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: a coleta caiu de 86,4% em 2010 para apenas 9,6% em 2021, um colapso de quase 89%, e o tratamento permanece em 0,0% desde 2012. Ambos os indicadores estão muito distantes da mediana nacional (59,9% de coleta e 33,3% de tratamento) e da UF (64,7% e 52,9%, respectivamente). Essa ausência de tratamento de esgoto ajuda a explicar por que as emissões de resíduos do município vêm subindo (+23,3% desde 2010, atingindo 14.398 tCO₂e em 2024), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e colocando Porciúncula no percentil 76 nesse quesito — indicando que a gestão de resíduos e efluentes é hoje um dos principais focos de pressão ambiental local.

Em contrapartida, o quadro de destinação de resíduos domiciliares mostra melhora: o percentual de domicílios com destino inadequado caiu de 17,2% (2010) para 11,3% (2022), redução de 33,9%, ainda que acima do índice da UF (2,0%). As emissões totais de GEE também recuaram 20,9% desde 2010, chegando a 97.837 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 39. Já as emissões de energia cresceram 13,4% no período, para 11.819 tCO₂e, mas permanecem inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, o município evidencia progresso na gestão de emissões totais e na redução da destinação inadequada de resíduos domiciliares, mas enfrenta um quadro grave de infraestrutura sanitária, com colapso na coleta e ausência total de tratamento de esgoto, além de perdas de água elevadas. A tendência de crescimento nas emissões de resíduos reforça a urgência de investimentos em saneamento básico como prioridade para reverter essas trajetórias negativas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

76.1%

2024

54
20.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

9.6%

2021

88.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

43.4%

2024

24
38.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.9%

2022

58
2.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.3%

2022

58
33.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

97.837 tCO₂e

2024

61
20.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.398 tCO₂e

2024

24
23.3% no período

Emissões de energia

SEEG

11.819 tCO₂e

2024

60
13.4% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.