PortãoRS

35.237 habitantes · IBGE 4314803

IA

Resumo socioambiental

Portão/RS apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com forte descompasso entre saneamento de água e esgoto. A cobertura de água atingiu 47,8% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar gaúcho (88,1%), posicionando o município no percentil 18 do país — entre os piores do Brasil nesse quesito, apesar de ter avançado 86,2% desde 2008. Em contrapartida, a perda de água (27,7% em 2022) está próxima da mediana nacional (29,9%) e abaixo da média estadual (36,5%), indicando que o problema central não é a eficiência da rede, mas sim a baixa universalização do serviço. Já a gestão de esgoto é um ponto forte: 96,5% dos domicílios têm coleta (percentil 95) e apenas 0,4% têm destinação inadequada (percentil 3, muito melhor que a mediana nacional de 14,9%), embora ambos indicadores tenham piorado levemente desde 2010.

No eixo climático, o município preocupa. As emissões totais de GEE somaram 346.735 tCO₂e em 2024, alta de 12,1% em relação a 2010 e mais que o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Portão no percentil 73. O setor de energia é o principal responsável, com 154.842 tCO₂e (+48,9% desde 2010, percentil 87), refletindo provável intensificação de atividades industriais ou de consumo elétrico. As emissões de resíduos também chamam atenção: 15.938 tCO₂e em 2024 (+29,4% desde 2010, percentil 80), quase três vezes a mediana nacional — um dado que contrasta com a baixa capacidade de destinação final, já que o município conta com apenas 1 unidade de destinação de resíduos (queda de 66,7% frente ao pico de 3 unidades em 2012/2022), no limite da mediana nacional mas muito aquém das 63 unidades médias do Rio Grande do Sul.

Na geração de energia limpa, a capacidade solar instalada é modesta (1 MW em 2024), ainda que tenha dobrado desde 2019, ficando próxima da mediana nacional (960 kW), mas distante da escala estadual (58 MW). Quanto a eventos climáticos extremos, os únicos registros disponíveis (2016) mostram 2 ocorrências de cheia e 1 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), sinalizando exposição a riscos hidrológicos que merecem monitoramento atualizado. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,0) fica abaixo tanto da mediana nacional (4,0) quanto da média estadual (3,895), reforçando a necessidade de investimentos coordenados em abastecimento de água e infraestrutura de resíduos para reduzir vulnerabilidades futuras.

Em síntese, Portão combina um sistema de esgotamento sanitário exemplar com deficiências estruturais em abastecimento de água, gestão de resíduos e trajetória crescente de emissões, especialmente em energia — um conjunto que exige priorização de investimentos em universalização hídrica e em infraestrutura de destinação de resíduos para reverter tendências desfavoráveis.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

48.7%

2024

19
76.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

4.3%

2024

99
91.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.5%

2022

95
2.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.4%

2022

97
43.3% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
66.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

63
100.4% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

63
100.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

346.735 tCO₂e

2024

27
12.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.938 tCO₂e

2024

21
29.4% no período

Emissões de energia

SEEG

154.842 tCO₂e

2024

13
48.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.