Porto Alegre do PiauíPI

2.391 habitantes · IBGE 2208551

IA

Resumo socioambiental

Porto Alegre do Piauí/PI apresenta quadro socioambiental misto, com saneamento em trajetória de deterioração e emissões de gases de efeito estufa em forte expansão. A cobertura de água atingiu 78,8% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e no percentil 58, mas com queda de -21,2% desde 2020, quando o município operava com cobertura praticamente universal. A coleta de esgoto caiu para 55,2% (2024), recuo de -40% frente a 2020, ficando abaixo da mediana nacional (59,9%) e próxima da média estadual (54,1%). Mais preocupante é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2020 (dado mais recente de 2022), enquanto a mediana nacional é de 33,3% — ou seja, todo o esgoto coletado é descartado sem qualquer tratamento, o que agrava o quadro de destino inadequado de resíduos domiciliares, ainda em 30,2% (2022), bem acima da mediana nacional (14,9%) e no percentil 74, indicando situação pior que a maioria dos municípios brasileiros.

A perda de água na distribuição saltou de 1,2% em 2020 para 20,0% em 2024, uma variação de +1526%, embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (23,6%). Essa escalada acentuada sugere problemas crescentes de gestão da infraestrutura hídrica, que merecem investigação e investimento prioritário, especialmente considerando que a cobertura de água também recuou no mesmo período.

Do ponto de vista de emissões, o município registrou 255.947 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 66, com alta de +83,2% desde 2010 — embora distante do pico atípico de 931.693 tCO₂e em 2023. As emissões de resíduos somaram 1.340 tCO₂e (2024), com alta de +60,7% desde 2010, mas permanecem muito abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 4, o que é coerente com o pequeno porte populacional do município (~2.391 habitantes). As emissões de energia, embora inexistentes até 2018, alcançaram 936 tCO₂e em 2024, ainda irrisórias frente à mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, o município combina indicadores hídricos relativamente favoráveis em cobertura de água com sérios déficits em tratamento de esgoto e destinação de resíduos, ambos com potencial de impacto na saúde pública e no meio ambiente. A ausência de tratamento de esgoto, associada ao aumento das perdas de água, sinaliza necessidade urgente de investimento em infraestrutura de saneamento, enquanto o crescimento das emissões totais de GEE — mesmo com participação modesta de resíduos e energia — indica que outros setores (provavelmente agropecuária ou mudança de uso da terra, não detalhados neste dossiê) vêm pressionando o balanço de carbono local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.8%

2024

58
21.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

55.2%

2024

46
40.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

Perda de água

SNIS/SINISA

20.0%

2024

75
1526.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

69.8%

2022

39
8.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.2%

2022

26
15.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

255.947 tCO₂e

2024

34
83.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.340 tCO₂e

2024

96
60.7% no período

Emissões de energia

SEEG

936 tCO₂e

2024

98

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.