Porto AlegreRS
1.389.322 habitantes · IBGE 4314902
Resumo socioambiental
Porto Alegre apresenta cobertura de água universalizada em 100,0% (2024), estável desde 2010 e no percentil 100 nacional, superando amplamente a mediana do país (73,2%) e do RS (86,2%). Entretanto, esse desempenho contrasta com a perda de água na distribuição, que saltou para 46,6% em 2024 — variação de +100,7% frente à série histórica e acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), indicando ineficiência operacional crescente que compromete a sustentabilidade do sistema apesar da boa cobertura.
No saneamento, a coleta de esgoto recuou para 72,3% em 2024 (-27,7% em relação aos anos anteriores, que se mantinham acima de 90%), uma queda expressiva que merece investigação metodológica ou operacional. Por outro lado, o tratamento de esgoto evoluiu para 60,0% (2024), com alta de +266,8% desde 2010, superando a mediana nacional (33,3%) e a do RS (30,1%), sustentado por 10 ETEs em operação (2020), número muito acima da mediana nacional (1 unidade). Essa combinação — queda na coleta com avanço no tratamento — sugere que o esgoto efetivamente captado está sendo tratado com mais eficiência, mas a cobertura de coleta demanda atenção para não gerar retrocesso no acesso ao serviço.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 3.610.199 tCO₂e em 2024, com queda de -11,5% desde 2010, refletindo principalmente a redução nas emissões de energia (-20,2%, para 2.769.391 tCO₂e). Contudo, as emissões de resíduos seguem em trajetória de alta, atingindo 820.824 tCO₂e (+43,4% desde 2010), no percentil 100 nacional — o maior valor entre os municípios comparados. Esse crescimento das emissões de resíduos, associado à queda na coleta de esgoto e ao número reduzido de unidades de destinação (apenas 1, em 2022, -75% desde 2012), aponta para um gargalo estrutural na gestão de resíduos e efluentes que pressiona o perfil de emissões do município mesmo com avanços na matriz energética.
O investimento público registrado via PNCP foi de R$ 5,5 milhões em 2026, no percentil 59 nacional, acima da mediana do país (R$ 3,1 milhões), mas muito distante da mediana da UF (R$ 45,8 milhões) — volume que parece insuficiente frente aos desafios identificados em perdas de água, coleta de esgoto e gestão de resíduos. Na matriz energética renovável, a potência em biomassa é robusta (23 MW, percentil 76), mas a capacidade solar estagnou em 299 kW desde 2020, com percentil 24, indicando espaço relevante para expansão dado o potencial do município.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
72.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
60.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
10
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
46.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
27 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
299 kW
2024
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
86.6%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
299 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
3.610.199 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
820.824 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.769.391 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 5.5 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
