Porto AmazonasPR
4.099 habitantes · IBGE 4120101
Resumo socioambiental
Porto Amazonas apresenta indicadores de saneamento acima da média nacional, embora com sinais recentes de instabilidade operacional. A cobertura de água atingiu 93,0% em 2024, superior à mediana nacional (73,2%) e à média do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 82. Chama atenção a série histórica, que registrou 100% entre 2021 e 2022, caiu abruptamente para 71,3% em 2023 e recuperou-se parcialmente em 2024 — padrão que sugere problema pontual de reporte ou operação, não necessariamente perda estrutural de infraestrutura. Movimento semelhante ocorre na coleta de esgoto, que caiu de 100% (mantido de 2009 a 2021) para 66,3% em 2023 e 88,0% em 2024, ainda assim superior à mediana nacional (59,9%) e à média estadual (82,9%).
O tratamento de esgoto é o destaque mais consistente do município: 81,2% em 2024, bem acima da mediana nacional (33,3%) e da média paranaense (78,8%), colocando Porto Amazonas no percentil 86. A existência de 2 ETEs (2020), acima da mediana nacional de 1 unidade, sustenta esse desempenho. Por outro lado, a perda de água na distribuição é o principal ponto de atenção: 44,3% em 2024, patamar elevado frente à mediana nacional (29,1%) e à média do Paraná (29,0%), indicando ineficiência na rede que contrasta com os bons indicadores de cobertura e tratamento — ou seja, o município capta e trata bem, mas desperdiça proporção significativa de água tratada antes de chegar ao consumidor.
Na dimensão de resíduos domiciliares, a situação é favorável: 97,1% dos domicílios com coleta (2022) e apenas 1,9% com destino inadequado, ambos consideravelmente melhores que as médias nacional e estadual, com percentil 11 no indicador de destinação inadequada (quanto menor, melhor a posição relativa). Essa gestão eficiente de resíduos se reflete nas emissões: as emissões de resíduos somaram 2.725 tCO₂e em 2024, menos da metade da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
O balanço de emissões de GEE do município é positivo em termos absolutos e comparativos. O total de 33.448 tCO₂e em 2024 representa queda de 7,6% em relação ao ano anterior e está muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com percentil 13. As emissões de energia (7.018 tCO₂e) também ficam bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo a baixa capacidade instalada do município — apenas 110 kW de potência hidráulica, estável desde 2010 e muito inferior à mediana nacional de 10 MW. Não há registros recentes de eventos hidrológicos extremos que demandem atenção imediata, com apenas 1 registro de cheia e nenhuma seca reportada em 2016. Em síntese, Porto Amazonas apresenta perfil ambiental favorável, mas a gestão deve priorizar a redução de perdas na rede de água e a estabilização dos indicadores de cobertura e coleta de esgoto, que mostraram volatilidade entre 2023 e 2024.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
88.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
81.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
44.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
110 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
110 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
33.448 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.725 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.018 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
