Porto BarreiroPR
3.078 habitantes · IBGE 4120150
Resumo socioambiental
Porto Barreiro/PR apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atinge apenas 38,2% em 2022, frente a uma mediana nacional de 76,5% e um índice estadual de 96,1%, posicionando o município no percentil 10 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A coleta de esgoto segue padrão semelhante: apenas 37,8% dos domicílios têm acesso, contra mediana nacional de 76,9% e 90,0% no Paraná. Mais grave ainda é o percentual de destino inadequado de dejetos, em 55,5% (2022), muito superior à mediana nacional de 14,9% e ao índice estadual de 5,6%, colocando o município no percentil 96 — entre os piores 5% do país nesse indicador crítico para saúde pública e qualidade dos corpos hídricos.
Apesar desse cenário preocupante, houve avanços pontuais: a cobertura de água cresceu +3,5% na década, e a perda de água caiu drasticamente, -74,2%, chegando a 14,1% em 2022 — abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (29,6%). Essa melhora na eficiência da distribuição, contudo, não se traduziu em ampliação da cobertura, sugerindo que os investimentos em saneamento têm priorizado a infraestrutura existente em detrimento da expansão da rede, o que é incompatível com o elevado percentual de esgotamento inadequado ainda registrado.
No eixo climático, o município apresenta desempenho relativamente favorável. As emissões totais de GEE caíram -47,5% entre 2010 e 2024, atingindo 72.055 tCO₂e — abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e (percentil 31). As emissões de resíduos também recuaram -16,2%, para 3.367 tCO₂e em 2024, patamar inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com o pequeno porte populacional do município (~3.078 habitantes), mas contrasta com o alto índice de destinação inadequada de dejetos domiciliares, indicando que a redução de emissões não decorre necessariamente de gestão adequada de resíduos. Já as emissões de energia cresceram +29,5%, para 2.141 tCO₂e, ainda assim muito abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Quanto a eventos hidrológicos extremos, os dados disponíveis (2016) são limitados: não houve registros de cheia, enquanto a seca observada totalizou 2 registros, ambos abaixo das medianas nacionais para o período. A escassez de dados mais recentes nesse indicador limita a avaliação de riscos climáticos atuais, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e de investimentos articulados em saneamento, especialmente na ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, dada sua defasagem crítica frente aos padrões nacional e estadual.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
7.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
37.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
55.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
72.055 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.367 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.141 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
