Porto BeloSC

30.590 habitantes · IBGE 4213500

IA

Resumo socioambiental

Porto Belo apresenta um quadro saneamento marcado por forte contraste: enquanto a cobertura de água atinge 93,9% em 2024 — bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (86,8%), colocando o município no percentil 84 do país —, o esgotamento sanitário permanece crítico, com apenas 6,2% de coleta (último dado disponível, 2013) e 0,0% de tratamento em 2022, ambos muito distantes das medianas nacionais de 59,9% e 33,3%, respectivamente. Essa lacuna é preocupante, já que a ausência de tratamento de esgoto tende a comprometer a qualidade dos corpos hídricos e a saúde pública, contradizendo o bom desempenho observado no abastecimento de água.

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado para 18,7% em 2024 (queda de 25% em relação ao pico), ainda representa desperdício relevante, mas fica favoravelmente posicionada frente ao Brasil (mediana 29,1%, percentil 21 — entre os menores índices de perda do país). Já a gestão de resíduos sólidos domiciliares é um ponto forte: 98,9% dos domicílios têm coleta (2022) e apenas 0,3% possuem destinação inadequada, valores muito superiores à mediana nacional (76,9% e 14,9%, respectivamente) e entre os melhores do Brasil (percentil 99 e 2).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 163.363 tCO₂e em 2024, crescimento de 25,5% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 55. O setor de energia é o principal responsável por esse avanço, com 145.633 tCO₂e (+60,6% na década), muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 86), refletindo provavelmente a pressão do consumo urbano e turístico sobre a matriz energética local. As emissões de resíduos também cresceram expressivamente, 12.266 tCO₂e (+98,1%), dobrando a mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 72) — um crescimento coerente com o aumento da geração de resíduos, ainda que a coleta seja quase universal, indicando que o desafio está mais na geração e destinação final do que na cobertura do serviço.

Os registros de eventos hidrológicos (cheias e secas, ambos de 2016) são pontuais e não permitem inferências recentes, mas já indicavam exposição do município a extremos climáticos. Em síntese, Porto Belo combina indicadores de excelência em água e resíduos sólidos com fragilidades estruturais em esgotamento sanitário e trajetória crescente de emissões, sobretudo energéticas — um cenário que exige investimento prioritário em tratamento de esgoto e eficiência energética para equilibrar o desenvolvimento urbano com a sustentabilidade ambiental.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.9%

2024

84
0.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

6.2%

2013

6.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

98.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

18.7%

2024

79
25.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

98.9%

2022

99
0.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.3%

2022

98
80.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

163.363 tCO₂e

2024

45
25.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.266 tCO₂e

2024

28
98.1% no período

Emissões de energia

SEEG

145.633 tCO₂e

2024

14
60.6% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.