Porto de MozPA
43.673 habitantes · IBGE 1505908
Resumo socioambiental
Porto de Moz apresenta um quadro socioambiental crítico em saneamento, com desempenho abaixo da média nacional e estadual na maioria dos indicadores. A cobertura de água atingiu 46,6% em 2024, inferior à mediana nacional (73,2%) e à média do Pará (50,9%), posicionando o município no percentil 18 do país — apesar da alta volatilidade da série, que chegou a 100% em 2022 antes de recuar. A coleta de resíduos domiciliares é ainda mais precária: apenas 35,0% dos domicílios são atendidos (2022), colocando o município no percentil 5 nacional, enquanto 51,3% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, valor muito superior à mediana do país (14,9%) e do estado (23,2%), situando Porto de Moz no percentil 93 — entre os piores do Brasil nesse quesito.
Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões do setor, que somaram 15.569 tCO₂e em 2024, com alta de 75,6% desde 2010, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e posicionando o município no percentil 78. As emissões de energia também cresceram de forma acentuada (+92,8% no período, atingindo 78.471 tCO₂e), evidenciando pressão crescente do setor energético local. Já o balanço total de GEE do município permanece negativo (-1.158.031 tCO₂e em 2024), indicando que Porto de Moz ainda funciona como sumidouro de carbono, sobretudo pela cobertura florestal, embora a série histórica mostre oscilações fortes, com picos positivos em 2020-2022 sugerindo eventos de desmatamento ou perda de vegetação nesses anos.
No campo da matriz energética renovável, o município se destaca positivamente: a potência solar instalada (2 MW em 2024) supera a mediana nacional (908 kW) e posiciona Porto de Moz no percentil 70, enquanto a biomassa (9 MW) também está acima da mediana do país (5 MW), no percentil 63. Esses investimentos, contudo, não compensam as fragilidades estruturais em saneamento básico, que representam o principal desafio socioambiental do município e demandam prioridade em políticas públicas, especialmente diante do baixo percentual de cobertura de coleta de resíduos e do elevado índice de destinação inadequada, fatores que tendem a agravar ainda mais as emissões do setor nos próximos anos caso não haja intervenção.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
46.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
22.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
35.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
51.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
12 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-1.158.031 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
15.569 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
78.471 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
