Porto dos GaúchosMT
5.690 habitantes · IBGE 5106802
Resumo socioambiental
Porto dos Gaúchos apresenta desempenho positivo em saneamento básico, mas enfrenta um quadro crítico em emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média do Mato Grosso (87,2%), colocando o município no percentil 100 do país. Ainda assim, a perda de água na distribuição, embora tenha recuado de picos acima de 34% (2016-2018) para 19,3% em 2022, permanece um ponto de atenção histórico, mesmo estando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (40,5%). A coleta de resíduos domiciliares evoluiu para 81,9% (2022, Censo), acima da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu de 24,4% para 13,3% no mesmo período — melhora expressiva de 45,7%, ainda que ligeiramente acima da média estadual (11,2%).
O dado mais preocupante é o volume de emissões de GEE, que somou 7,5 milhões de tCO₂e em 2024, valor 83,8% superior a 2010 e que posiciona o município no percentil 99 nacional — muito acima da mediana brasileira de apenas 138 mil tCO₂e. Essa magnitude reflete provavelmente o uso do solo e atividades agropecuárias típicas da região, dominando o perfil de emissões municipal. Chama atenção também o salto nas emissões de energia, que passaram de 10.480 tCO₂e em 2010 para 281.597 tCO₂e em 2024 (+2.587%), situando o município no percentil 92 nacional — um crescimento muito superior ao das emissões de resíduos, que cresceram de forma mais moderada (+27,2%, para 3.097 tCO₂e em 2024, percentil 26, abaixo da mediana nacional de 6.191 tCO₂e).
Em contraste com o avanço em saneamento, a infraestrutura de energia renovável estagnou: a potência solar instalada permanece em 1 MW desde 2018, sem nenhum crescimento, enquanto a potência hidráulica está estabilizada em 167 kW no mesmo período — ambas muito distantes da mediana de médias/grandes usinas do estado. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados à ANA até 2016, o que sugere ausência de monitoramento recente mais do que necessariamente baixo risco hidrológico.
Em síntese, o município avançou consistentemente em água e resíduos domiciliares, aproximando-se ou superando padrões nacionais, mas o crescimento acelerado das emissões de energia e o patamar elevado de emissões totais de GEE indicam a necessidade de atenção prioritária às fontes energéticas e ao uso do solo, com investimento em diversificação de matriz renovável para conter a trajetória de alta observada desde 2020.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
87.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
18.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
167 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
7.510.266 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.097 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
281.597 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
