Porto EstrelaMT
3.181 habitantes · IBGE 5106851
Resumo socioambiental
Porto Estrela apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento, com sinais de deterioração recente na cobertura de água. O índice de cobertura de água caiu para 63,0% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado (87,2%), posicionando o município no percentil 34. A série histórica mostra oscilação relevante, com pico de 97,9% em 2016 e queda acentuada para 51,9% em 2020, sugerindo instabilidade na gestão do sistema de abastecimento. Em contrapartida, a perda de água é baixa (8,1% em 2022), bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (40,5%), colocando o município entre os mais eficientes nesse quesito (percentil 6) — o que indica que o problema de cobertura não decorre de perdas na distribuição, mas provavelmente de limitações de investimento ou expansão da rede.
O saneamento básico domiciliar é o ponto mais crítico do município. Apenas 55,3% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média do Mato Grosso (84,7%), com percentil 20. Paralelamente, 42,8% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e quatro vezes a média estadual (11,2%), situando Porto Estrela no percentil 88 — entre os piores do país nesse indicador. Ainda assim, houve melhora ao longo da década, com redução de 48,5% para 42,8% desde 2010, indicando avanço lento, porém insuficiente diante do padrão nacional.
As emissões de GEE são o dado mais alarmante do dossiê: o total saltou de 294.197 tCO₂e em 2021 para 1.721.297 tCO₂e em 2024, alta de 158,8% no período recente, colocando o município no percentil 94 nacional — muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). O crescimento é puxado principalmente pela energia, que cresceu 231,2% entre 2010 e 2024 (para 12.941 tCO₂e), embora ainda abaixo da mediana nacional. As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram de forma mais moderada (+46,1%, para 2.160 tCO₂e em 2024), mantendo-se abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e coerente com o baixo índice de coleta de esgoto e resíduos domiciliares — ou seja, a baixa cobertura sanitária não se traduz em emissões elevadas desse setor, mas o deficit de tratamento permanece como risco à saúde pública e aos corpos hídricos.
Em relação a eventos hidrológicos extremos, não há registros de cheias ou secas reportados em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3,631), no percentil 88 — sinal favorável para o planejamento hídrico de longo prazo. Contudo, esse indicador positivo contrasta com a fragilidade atual da cobertura de água e do esgotamento sanitário, reforçando a necessidade de investimentos direcionados à infraestrutura urbana e ao controle de emissões, especialmente as ligadas ao setor energético, que hoje representam o principal vetor de crescimento das emissões municipais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
63.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
8.1%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
55.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
42.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.721.297 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.160 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.941 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
