Porto FrancoMA

24.517 habitantes · IBGE 2109007

IA

Resumo socioambiental

Porto Franco/MA apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre saneamento de água e esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 93,6% em 2024, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (53,5%), posicionando o município no percentil 84 do país. Contudo, esse avanço convive com uma perda de água alarmante de 99,7% em 2024 — praticamente a totalidade da água tratada não chega ao consumidor —, o pior resultado possível no ranking nacional (percentil 100) e um salto expressivo frente aos 30,9% registrados em 2023, indicando possível falha operacional, de medição ou vazamento generalizado na rede que merece investigação imediata.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município: a coleta de esgoto caiu para 7,3% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (32,1%), colocando Porto Franco no percentil 6 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto é ainda mais insuficiente, com apenas 1,0% em 2023, contra 33,3% de mediana nacional. Essa lacuna estrutural se reflete no indicador de destino inadequado de dejetos domiciliares, que embora tenha melhorado (18,0% em 2022, ante 24,3% em 2010), ainda supera a mediana nacional (14,9%). A combinação de baixa coleta e tratamento praticamente nulo sugere descarte irregular de esgoto, com risco direto à qualidade dos corpos hídricos e à saúde pública.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 930.133 tCO₂e em 2024, valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 89. As emissões de energia cresceram 133,1% desde 2010, atingindo 144.509 tCO₂e, enquanto as emissões de resíduos aumentaram 80,8%, chegando a 14.043 tCO₂e — mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Esse crescimento nas emissões de resíduos dialoga diretamente com a fragilidade do saneamento: a baixa cobertura de esgoto e tratamento praticamente inexistente indicam que a gestão de efluentes e resíduos ainda não acompanha o crescimento das pressões ambientais do município.

Em síntese, Porto Franco avançou no abastecimento de água, mas enfrenta desafios graves de eficiência operacional (perdas físicas) e de infraestrutura de esgotamento sanitário, ambos com reflexos ambientais mensuráveis no aumento das emissões de resíduos e energia. A priorização de investimentos em redução de perdas hídricas e ampliação do tratamento de esgoto é urgente para reverter esse quadro e alinhar o município aos padrões nacionais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.6%

2024

84
7.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

7.3%

2024

6
36.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

1.0%

2023

9.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

99.7%

2024

0
265.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.2%

2022

58
7.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.0%

2022

44
26.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

930.133 tCO₂e

2024

11
48.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.043 tCO₂e

2024

24
80.8% no período

Emissões de energia

SEEG

144.509 tCO₂e

2024

14
133.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.