Porto NacionalTO
68.555 habitantes · IBGE 1718204
Resumo socioambiental
Porto Nacional apresenta saneamento básico em patamar superior à média nacional, mas com sinais de deterioração operacional recente. A coleta de esgoto atingiu 96,8% em 2021, bem acima da mediana nacional (87,8%) e do estado (67,1%, percentil 61), consolidando um avanço expressivo desde 2007 (32,4%). O tratamento de esgoto, embora tenha evoluído para 49,0% em 2022 (percentil 56, acima da mediana nacional de 37,7%), ainda está distante do pico de 98,1% registrado em 2018, indicando possível defasagem entre expansão da coleta e capacidade de tratamento — mesmo contando com 3 ETEs no município, número bem acima da mediana nacional de 1 unidade (percentil 93). A cobertura de água, em 86,3% (2022), também recuou frente ao máximo histórico de 100% em 2015, e a perda de água segue elevada em 39,1%, acima da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (34,3%), sinalizando ineficiência na gestão da rede que merece atenção prioritária.
No âmbito dos resíduos sólidos, o município mostra melhora no atendimento domiciliar: a coleta alcançou 87,1% dos domicílios em 2022 (percentil 71) e o destino inadequado caiu para 8,8%, uma redução de 45% desde 2010, situando-se abaixo da mediana nacional (14,9%). Contudo, essa melhoria convive com apenas 1 unidade de destinação registrada, no limite da mediana nacional, e com emissões de resíduos em trajetória de forte alta (+75,6% desde 2010, atingindo 36.377 tCO₂e em 2024), muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Esse contraste sugere que o aumento da cobertura de coleta não veio acompanhado de tratamento adequado dos resíduos, pressionando as emissões do setor.
O perfil de emissões de GEE do município é o ponto mais crítico do dossiê: com 1.188.404 tCO₂e em 2024, Porto Nacional está no percentil 91 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e), embora o valor tenha recuado 1,1% frente a 2023 e esteja bem abaixo do pico de 2013 (2.839.551 tCO₂e). Chama atenção o crescimento acelerado das emissões de energia, que triplicaram desde 2010 (+171,5%), atingindo 384.046 tCO₂e em 2024 (percentil 95), aparentemente descolado da matriz renovável local, já que a potência de biomassa instalada permanece estagnada em 12 MW desde 2015, apesar de superior à mediana nacional (5 MW).
Em síntese, Porto Nacional apresenta indicadores de saneamento e resíduos domiciliares favoráveis em comparação nacional e estadual, com avanços históricos consistentes na coleta de esgoto e redução do destino inadequado de resíduos. Entretanto, a elevada perda de água, o tratamento de esgoto aquém do potencial já demonstrado, e sobretudo o crescimento acentuado das emissões de energia e resíduos indicam que a infraestrutura ambiental não acompanhou plenamente a expansão econômica e populacional, demandando investimentos em eficiência hídrica, ampliação da capacidade de tratamento e transição energética
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
89.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
47.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
63.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
3
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
31.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
12 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.188.404 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
36.377 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
384.046 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
