Porto Real do ColégioAL

20.262 habitantes · IBGE 2707503

IA

Resumo socioambiental

Porto Real do Colégio apresenta quadro de saneamento básico bastante crítico, com destaque negativo para a perda de água no sistema de distribuição, que atingiu 86,7% em 2022 — percentil 100 no ranking nacional, muito acima da mediana brasileira (29,9%) e da média estadual (43,9%). A cobertura de água também é baixa, com 55,0% dos domicílios atendidos em 2022, sem variação no período, ficando no percentil 25 nacional e abaixo tanto da mediana do país (76,5%) quanto de Alagoas (76,9%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), igual à mediana nacional, mas muito distante das 39 unidades registradas no estado, o que sinaliza fragilidade estrutural no tratamento de esgoto frente à alta perda hídrica identificada.

Do lado dos resíduos sólidos, houve avanço expressivo na coleta domiciliar, que subiu de 42,8% (2010) para 66,1% (2022), variação de +54,3%, mesmo assim ainda abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%), no percentil 33. O destino inadequado de resíduos caiu significativamente, de 57,2% para 30,8% no mesmo período (-46,1%), mas permanece mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (13,0%), posicionando o município no percentil 75 (pior situação relativa). Essa melhora parcial na gestão de resíduos é compatível com a trajetória de emissões do setor, que cresceram +9,9% entre 2010 e 2024, atingindo 7.336 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 140.065 tCO₂e em 2024, valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 50), mas com alta de +7,7% em relação a 2023 e crescimento acumulado relevante desde 2019 (75.762 tCO₂e). O principal vetor dessa alta recente é o setor de energia, que saltou de 4.095 tCO₂e (2019) para 42.750 tCO₂e (2024) — aumento de +375,7% —, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e indicando mudança estrutural na matriz de emissões do município, possivelmente associada a expansão de consumo energético ou geração termelétrica local.

Quanto aos aspectos hídricos, não há registros de cheias ou secas reportados em 2016, mas o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e ligeiramente superior à média estadual (2,961), sugerindo vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, dado o quadro já crítico de perdas e baixa cobertura observado atualmente.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.0%

2024

55
39.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

80.6%

2024

3
7.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

66.1%

2022

33
54.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.8%

2022

25
46.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

140.065 tCO₂e

2024

50
7.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.336 tCO₂e

2024

44
9.9% no período

Emissões de energia

SEEG

42.750 tCO₂e

2024

33
375.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.