Porto Rico do MaranhãoMA

6.091 habitantes · IBGE 2109056

IA

Resumo socioambiental

Porto Rico do Maranhão apresenta quadro de saneamento básico crítico e muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 32,0% em 2024, praticamente estagnada em relação a 2010 e situada no percentil 8 do país — ou seja, 92% dos municípios brasileiros têm melhor cobertura. A situação é agravada pela perda de água de 79,1% (2024), quase o triplo da mediana nacional (29,1%) e no percentil 97, indicando ineficiência grave na distribuição do pouco recurso disponível. Esse cenário sugere infraestrutura hídrica precária e não priorizada em investimentos ao longo da última década.

O saneamento de esgoto e a gestão de resíduos sólidos reforçam o padrão de vulnerabilidade estrutural. Apenas 36,7% dos domicílios tinham coleta adequada em 2022, e 62,2% ainda apresentavam destino inadequado de dejetos — percentil 98 nacionalmente, um dos piores índices do país, mesmo com melhora de 8,6 pontos percentuais desde 2010. Essa carência de saneamento tem relação direta com as emissões de resíduos, que cresceram 47,1% entre 2010 e 2024 (chegando a 2.436 tCO₂e), embora ainda estejam abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 18, refletindo mais o pequeno porte do município do que eficiência ambiental.

No campo climático, o município figura como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais de -24.570 tCO₂e em 2024, no percentil 3 nacional — resultado ligado à dinâmica de uso da terra e cobertura vegetal, e não a controle de emissões antrópicas, já que os setores de energia (276 tCO₂e) e resíduos seguem ativos, embora de magnitude pequena frente ao total nacional. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a ausência de dados recentes limita a análise de riscos hidroclimáticos atuais.

Em síntese, o município combina baixíssima cobertura e alta perda de água, saneamento de esgoto praticamente inexistente e forte destinação inadequada de resíduos, configurando quadro de vulnerabilidade sanitária que demanda investimento prioritário em infraestrutura de água e esgoto, apesar do perfil ambiental favorável em termos de balanço de carbono.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

32.0%

2024

8
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

79.1%

2024

3
7.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

36.7%

2022

6
14.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

62.2%

2022

2
8.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-24.570 tCO₂e

2024

97
44.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.436 tCO₂e

2024

82
47.1% no período

Emissões de energia

SEEG

276 tCO₂e

2024

99
78.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.