Porto UniãoSC

33.727 habitantes · IBGE 4213609

IA

Resumo socioambiental

Porto União apresenta cobertura de água de 85,7% em 2024, patamar próximo à mediana estadual (86,8%) e superior à mediana nacional (73,2%), posicionando o município no percentil 70. Contudo, essa cobertura oscilou de forma pouco consistente na última década, com pico atípico de 97,5% em 2022 seguido de queda para os patamares atuais, sugerindo instabilidade nos registros ou na operação do sistema. A perda de água, embora tenha recuado de 34,5% (2010) para 30,8% (2023), ainda supera a mediana nacional (29,1%), indicando ineficiência relevante na distribuição que pressiona custos operacionais e a própria sustentabilidade da cobertura alcançada.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município: a coleta atinge apenas 14,7% (2024) e o tratamento 18,1% (2024), ambos muito abaixo das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e também aquém dos parâmetros estaduais (42,3% e 37,3%). Isso posiciona Porto União no percentil 12 nacional para coleta, um dos indicadores mais defasados do dossiê. Chama atenção que a coleta praticamente estagnou desde 2009 (14,6%), sem avanços estruturais em 15 anos, o que representa passivo ambiental e sanitário significativo, especialmente diante do crescimento observado nas emissões de resíduos.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram drasticamente para 146.780 tCO₂e em 2024 (-71,5% frente a 2023), aproximando-se da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 52) após anos em patamares muito superiores — movimento que merece investigação quanto à sua causa, dado o contraste com a série histórica. Em direção oposta, as emissões de energia cresceram 37,7% no ano, atingindo 104.663 tCO₂e, e as emissões de resíduos subiram para 17.233 tCO₂e, ambas muito acima das medianas nacionais (18.929 e 6.191 tCO₂e, respectivamente), colocando o município nos percentis 82 e 80. Essa combinação — baixa cobertura de esgoto e tratamento estagnado, associada a emissões de resíduos crescentes — reforça a hipótese de que o manejo inadequado de efluentes e resíduos sólidos é um vetor relevante de pressão ambiental local.

Em infraestrutura, a potência hidráulica instalada mais que dobrou desde 2010, estabilizando em 16 MW desde 2013, acima da mediana nacional (10 MW), o que evidencia relativa robustez energética. Já os registros de eventos extremos (cheias: 5; secas: 3, ambos em 2016) situam o município acima da mediana nacional, embora a ausência de atualização desde então limite a análise de tendência recente. Em síntese, Porto União combina avanços em abastecimento de água e infraestrutura energética com defasagem estrutural grave em esgotamento sanitário, que demanda investimento prioritário para reduzir riscos ambientais e de saúde pública.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.7%

2024

70
0.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

14.7%

2024

12
1.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

18.1%

2024

39
0.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.8%

2023

10.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.8%

2022

79
1.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.8%

2022

80
50.6% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2014

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

16 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

16 MW

2024

60
137.4% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

146.780 tCO₂e

2024

48
71.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

17.233 tCO₂e

2024

20
15.0% no período

Emissões de energia

SEEG

104.663 tCO₂e

2024

18
37.7% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.