PotengiCE
8.926 habitantes · IBGE 2311207
Resumo socioambiental
Potengi/CE apresenta situação socioambiental mista, com avanços recentes no saneamento de água convivendo com retrocessos importantes na coleta de resíduos sólidos. A cobertura de água atingiu 74,9% em 2024, praticamente em linha com a mediana nacional (73,2%) e acima da média estadual (71,6%), representando um salto expressivo em relação aos anos anteriores, quando o índice oscilava entre 36% e 47%. A perda de água também recuou para 28,4% em 2024, ficando próxima da mediana nacional (29,1%) e bem abaixo da média cearense (40,5%), embora ainda distante do patamar mínimo histórico observado em 2017.
Por outro lado, o quadro de resíduos sólidos é preocupante: apenas 47,8% dos domicílios contam com coleta (Censo 2022), muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (77,1%), posicionando o município no percentil 13 — entre os piores do país nesse indicador. Consistentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 30,0% dos domicílios, o dobro da mediana nacional (14,9%), colocando Potengi no percentil 74 (pior que a maioria dos municípios brasileiros). Essa deficiência estrutural se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que cresceram 85,5% desde 2010, chegando a 6.137 tCO₂e em 2024, valor próximo da mediana nacional, mas com trajetória de alta persistente que contrasta com a queda expressiva das emissões de energia (-45,6% no período, situando o município no percentil 24, abaixo da mediana nacional de 18.929 tCO₂e).
No balanço geral de gases de efeito estufa, as emissões totais somaram 112.516 tCO₂e em 2024, com alta de 21,1% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), resultando no percentil 44. Chama atenção o registro de seca no município (15 ocorrências em 2016), posicionando Potengi no percentil 95 nacional — um sinal de vulnerabilidade climática relevante para a gestão hídrica local, especialmente considerando os ganhos recentes em cobertura de água que podem ser pressionados por eventos de estiagem.
Em síntese, os gestores municipais devem priorizar a expansão da coleta de resíduos sólidos, hoje o principal gargalo socioambiental do município, dado seu impacto direto tanto na saúde pública quanto no crescimento das emissões de GEE associadas a resíduos. Ao mesmo tempo, a melhoria observada em água tratada e redução de perdas deve ser consolidada e monitorada frente ao histórico de eventos de seca na região.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
74.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
28.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
47.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
30.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
112.516 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.137 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.826 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
15
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
