PotiraguáBA

10.636 habitantes · IBGE 2925402

IA

Resumo socioambiental

Potiraguá apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços no manejo de resíduos sólidos domiciliares, mas retrocesso nos indicadores de saneamento hídrico. A cobertura de água caiu de forma expressiva, passando de 87,2% em 2021 para 80,1% em 2022 (variação de -15,1% na série histórica), ficando ligeiramente abaixo da média estadual (80,7%) e no percentil 56 nacional. Mais preocupante é o salto nas perdas de água, que atingiram 30,1% em 2022 — alta de 35,3% frente à série histórica —, superando a mediana nacional (29,9%) e aproximando-se do patamar da Bahia (35,0%). Essa combinação sugere fragilidades na gestão da infraestrutura hídrica, com possível desperdício de recursos captados justamente no momento em que a cobertura diminui.

Em contrapartida, o município mostra desempenho positivo na gestão de resíduos sólidos: a coleta domiciliar atinge 89,9% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e muito superior à média baiana (69,0%), posicionando Potiraguá no percentil 77. O destino inadequado de resíduos também recuou para 9,2%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e do índice estadual (17,1%). Essa relativa eficiência na coleta, no entanto, não impediu o crescimento das emissões de resíduos, que subiram 19,3% desde 2010 e chegaram a 5.382 tCO₂e em 2024 — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 269.998 tCO₂e em 2024, com queda de 9,8% frente a 2010, mas em trajetória de alta desde 2020 (209.537 tCO₂e), superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 68. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões de energia, que quase quadruplicaram desde 2010 (+298,5%), atingindo 13.604 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional. A capacidade instalada de biomassa permanece estagnada em 186 kW desde 2010, sem qualquer expansão, o que limita a diversificação da matriz energética local diante do aumento das emissões do setor.

Os registros de eventos extremos, embora pontuais (2 cheias e 1 seca em 2016), indicam exposição a riscos hidrológicos que merecem monitoramento contínuo, especialmente considerando a deterioração simultânea da eficiência do sistema de abastecimento de água. A combinação entre perdas crescentes, cobertura em queda e ausência de investimento em fontes renováveis locais sugere a necessidade de priorização de recursos para modernização da infraestrutura hídrica e energética do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.8%

2024

95
9.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.1%

2024

39
59.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.9%

2022

77
0.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.2%

2022

63
11.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

186 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

269.998 tCO₂e

2024

32
9.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.382 tCO₂e

2024

55
19.3% no período

Emissões de energia

SEEG

13.604 tCO₂e

2024

57
298.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.