Pouso AlegreMG
160.751 habitantes · IBGE 3152501
Resumo socioambiental
Pouso Alegre encerra 2024 com cobertura de água de 89,6%, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 76 do país. Apesar disso, o indicador recuou -2,2% frente ao início da série e oscilou bastante desde 2015, quando caiu de patamares próximos a 91,6% (2010-2014). A perda de água na distribuição, de 31,3%, é um ponto de atenção: supera a mediana nacional (29,1%) e está próxima do patamar estadual (35,8%), sugerindo ineficiência operacional que pressiona custos e disponibilidade hídrica mesmo com boa cobertura.
O saneamento de esgoto mostra trajetória de deterioração recente. A coleta caiu de 100% (2009-2014) para 89,0% em 2024, uma queda de -11% no período, embora ainda supere a mediana nacional (59,9%) e a média de MG (78,2%), no percentil 82. O tratamento, por sua vez, avançou expressivamente desde 2010 (quando era praticamente nulo) até atingir 69,1% em 2024 — patamar bem superior à mediana nacional (33,3%) e à média mineira (44,6%), percentil 75 —, mas vem recuando desde o pico de 78,2% em 2019, com apenas 2 ETEs registradas no município (2020). Essa combinação de queda na coleta e estagnação no tratamento indica necessidade de investimento em ampliação da rede e manutenção das estações, sob risco de reverter os ganhos ambientais já consolidados.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 662.818 tCO₂e em 2024, quase 5 vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 85. O destaque negativo é o setor de resíduos, cujas emissões mais que dobraram desde 2010 (+111,7%), atingindo 85.093 tCO₂e — 13 vezes a mediana nacional, no percentil 96. Esse crescimento contínuo de emissões por resíduos contrasta com a baixa taxa de destinação inadequada de domicílios (2,4% em 2022, bem abaixo da mediana nacional de 14,9%), sugerindo que o problema está concentrado na gestão e tratamento dos resíduos coletados, não na cobertura de coleta domiciliar (84,9%, percentil 66).
Na matriz energética renovável, o município mantém capacidade estável e modesta: 2 MW em solar (percentil 70) e 7 MW em biomassa (percentil 57), sem expansão desde 2013. Combinado às emissões elevadas do setor de energia (485.234 tCO₂e, percentil 96), o cenário aponta para uma janela de oportunidade em diversificação da matriz local. Os registros de eventos de cheia (3 em 2016, percentil 93) reforçam a relevância de investimentos em infraestrutura hídrica e drenagem, complementando as ações necessárias em saneamento e gestão de resíduos para consolidar a posição do município acima da média nacional nos indicadores estruturais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
89.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
89.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
69.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
31.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
84.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
9 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
662.818 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
85.093 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
485.234 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
