PracuúbaAP

4.042 habitantes · IBGE 1600550

IA

Resumo socioambiental

Pracuúba/AP apresenta um quadro crítico em saneamento básico, com cobertura de água de apenas 24,6% em 2022 — muito abaixo da mediana nacional de 76,5% e mesmo do já baixo valor do Amapá (47,0%), posicionando o município no percentil 4 do país. A situação se agrava pela perda de água na distribuição, que atinge 83,3% (2022), colocando o município no percentil 99 nacional, ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador — mais que o dobro da mediana estadual (70,3%) e quase o triplo da mediana nacional (29,9%). Essa combinação de baixa cobertura com altíssimo desperdício sugere ineficiência estrutural grave na rede de abastecimento, exigindo investimentos urgentes em infraestrutura.

Em manejo de resíduos sólidos, o quadro é misto: a coleta domiciliar evoluiu de 69,8% (2010) para 84,6% (2022), superando a mediana nacional (76,9%) e aproximando-se da média estadual (83,1%), no percentil 65. Por outro lado, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 15,2% dos domicílios, praticamente equivalente à mediana nacional (14,9%), porém bem acima da média do Amapá (9,3%). Essa persistência de destinação inadequada pode explicar o crescimento de 44,2% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (de 1.688 para 2.434 tCO₂e), tendência que contrasta com a melhoria na cobertura de coleta e indica necessidade de qualificar o destino final dos resíduos coletados.

No balanço de emissões totais de GEE, Pracuúba mantém-se como sumidouro líquido de carbono, com -1.151.030 tCO₂e em 2024, refletindo o papel da cobertura florestal amazônica no sequestro de carbono — posição oposta à maioria dos municípios brasileiros (mediana nacional positiva de 138.513 tCO₂e). Esse resultado é coerente com o percentil 1 do município no ranking de emissões totais, evidenciando sua relevância ambiental estratégica para a UF, cujo saldo também é fortemente negativo. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, mas a ausência de séries mais recentes limita a análise de riscos hidroclimáticos atuais.

Em síntese, o município combina um patrimônio ambiental relevante como sumidouro de carbono com deficiências estruturais graves em saneamento — especialmente na gestão da água tratada —, o que aponta para a necessidade prioritária de investimentos em infraestrutura hídrica e de resíduos, sem comprometer a manutenção da cobertura florestal que sustenta seu desempenho climático positivo.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

45.1%

2024

16
77.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

51.8%

2024

15
42.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.6%

2022

65
21.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.2%

2022

49
49.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-1.151.030 tCO₂e

2024

99
1.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.434 tCO₂e

2024

82
44.2% no período

Emissões de energia

SEEG

3.859 tCO₂e

2024

84

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.