Prado FerreiraPR

3.799 habitantes · IBGE 4120333

IA

Resumo socioambiental

Prado Ferreira apresenta indicadores de saneamento consistentemente superiores às referências nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 94,3% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 85. A coleta de esgoto acompanha esse desempenho, também em 94,3% (2024), muito acima da mediana nacional de 59,9% e da UF (82,9%). A perda de água na distribuição, indicador em que menor é melhor, caiu de 19,4% (2014) para 9,4% (2024) — bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média paranaense (29,0%), colocando o município no percentil 5, entre os mais eficientes do país nesse quesito, apesar de leve alta frente aos 5,2% de 2023.

O ponto de atenção do dossiê é o tratamento de esgoto: caiu de patamares acima de 90% entre 2018 e 2020 para 59,7% em 2024, uma retração de 2,0% no último ano e queda expressiva frente ao pico histórico. Ainda assim, o valor supera a mediana nacional (33,3%), embora fique abaixo da média do Paraná (78,8%), sinalizando uma lacuna de investimento em estações de tratamento que não acompanhou a expansão da coleta — um descompasso relevante, já que ampliar a coleta sem elevar o tratamento pode pressionar corpos hídricos receptores. Do lado dos domicílios, o Censo 2022 confirma a tendência positiva: 94,3% com coleta adequada e apenas 5,6% com destino inadequado, igual à média estadual e bem abaixo da mediana nacional (14,9%).

Em emissões de GEE, o município permanece em patamar baixo comparativamente: 51.338 tCO₂e em 2024 (percentil 22 nacional), muito distante da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, contudo, cresceram 20,8% na última leitura, para 1.599 tCO₂e (2024) — trajetória ascendente contínua desde 2010, que merece monitoramento à luz da queda no tratamento de esgoto, pois ambos podem refletir maior geração de efluentes e resíduos sem infraestrutura de destinação proporcional. As emissões de energia recuaram para 3.023 tCO₂e, mantendo-se muito abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Não há registros de cheias ou secas reportados (ANA, 2016), e a infraestrutura de destinação de resíduos permanece limitada a 1 unidade (IBAMA, 2021), igual à mediana nacional, mas muito aquém das 53 unidades médias do Paraná — um gargalo estrutural que, combinado à queda no tratamento de esgoto, deve orientar prioridades de investimento público no curto prazo.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

94.3%

2024

85
8.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

94.3%

2024

89
13.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

59.7%

2024

68
2.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

9.4%

2024

95
51.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.3%

2022

89
5.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.6%

2022

74
46.1% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2021

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

51.338 tCO₂e

2024

78
11.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.599 tCO₂e

2024

93
20.8% no período

Emissões de energia

SEEG

3.023 tCO₂e

2024

88
8.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.