Praia GrandeSP
365.577 habitantes · IBGE 3541000
Resumo socioambiental
Praia Grande/SP apresenta saneamento básico acima da mediana nacional, mas com sinais de estagnação em pontos críticos. A cobertura de água atingiu 96,8% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (95,2%), posicionando o município no percentil 81. Contudo, a série histórica mostra que o município já operou com 100% de cobertura entre 2011 e 2014, sugerindo retrocesso operacional nos anos seguintes antes da recuperação recente. A perda de água, de 32,6% em 2022, é o ponto mais preocupante: está acima da mediana nacional (29,9%) e ligeiramente acima da média paulista (32,1%), indicando ineficiência na distribução que pressiona custos operacionais e a própria sustentabilidade do avanço em cobertura.
O esgotamento sanitário mostra descompasso entre coleta e tratamento. A coleta chegou a 75,0% em 2021, abaixo da mediana nacional (87,8%) e bem abaixo da média estadual (94,6%), no percentil 40 — um indicador de atenção, mesmo com evolução expressiva de +41,9% desde 2007. Já o tratamento atingiu 72,6% em 2022, superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a média estadual (69,6%), no percentil 71. Essa combinação — tratamento proporcionalmente mais eficiente que a coleta — sugere que as 3 ETEs existentes (2020) têm capacidade ociosa relativa e que o gargalo está na expansão da rede coletora, não na estação de tratamento.
Na gestão de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são excelentes: 96,6% de domicílios com coleta (percentil 95) e apenas 0,3% com destinação inadequada (percentil 2, muito abaixo da mediana nacional de 14,9%). Esse desempenho, porém, contrasta fortemente com as emissões de GEE do setor de resíduos, que somaram 208.113 tCO₂e em 2024 (percentil 99 nacional), com crescimento de +47,2% desde 2010. Isso indica que a boa cobertura de coleta não se traduziu em tratamento ou destinação de baixo carbono, provavelmente por dependência de aterros sem captura de metano, revelando uma lacuna entre acesso ao serviço e qualidade ambiental da destinação final.
O perfil de emissões totais do município é preocupante: 644.380 tCO₂e em 2024 (percentil 84 nacional), com alta de +46,7% desde 2010, puxada tanto por resíduos quanto por energia (447.494 tCO₂e, percentil 95, +46,6%). Nesse contexto energético, chama atenção a baixíssima potência térmica fóssil instalada (144 kW, percentil 4), o que descarta geração local como fonte relevante das emissões — o problema está concentrado no consumo urbano e nos resíduos. Por fim, o índice de segurança hídrica de 2,000 (projeção 2035) fica muito abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,881), no percentil 14, sinalizando vulnerabilidade futura que exige planejamento integrado entre gestão hídrica, redução de perdas e controle de emissões.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
87.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
74.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
3
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
32.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2012
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
144 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
644.380 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
208.113 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
447.494 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
