PrainhaPA

38.318 habitantes · IBGE 1506005

IA

Resumo socioambiental

Prainha/PA apresenta quadro crítico de saneamento básico associado a um perfil de emissões incomum para um município de pequeno porte. A cobertura de água chegou a apenas 21,7% em 2024, com queda de 25,6% desde 2010, posicionando o município no percentil 4 nacional — muito abaixo da mediana do Brasil (73,2%) e da própria média estadual (50,9%). A perda de água, embora tenha recuado para 38,7% em 2024 após um pico atípico de 100% em 2023, ainda supera a mediana nacional (29,1%), sugerindo instabilidade na gestão do sistema hídrico. No esgotamento sanitário o cenário é igualmente preocupante: apenas 35,9% dos domicílios têm coleta (2022), e 60,4% têm destino inadequado de dejetos, colocando o município no percentil 97 nacional deste indicador negativo — ou seja, entre os piores do país, mesmo com melhora de 22,4% em relação a 2010.

Do ponto de vista climático, chama atenção o salto das emissões totais de GEE, que passaram de 1,7 milhão de tCO₂e em 2010 para 8,5 milhões de tCO₂e em 2024 (+391,7%), situando Prainha no percentil 99 nacional — um volume expressivo mesmo em comparação com municípios maiores, provavelmente associado a mudança de uso do solo, típica da região amazônica. As emissões de resíduos também cresceram significativamente (+73,1%, atingindo 12.329 tCO₂e em 2024, percentil 72), o que dialoga diretamente com a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada de esgoto: a ausência de infraestrutura adequada tende a ampliar a geração de gases por decomposição de resíduos e efluentes não tratados. As emissões de energia, embora modestas em termos absolutos (44.473 tCO₂e), cresceram quase 80% no período e superam a mediana nacional.

Em contrapartida, há sinais pontuais de avanço em energia renovável: a potência solar instalada cresceu 256,6% desde 2018, chegando a 435 kW em 2024, e a biomassa atingiu 6 MW, acima da mediana nacional (5 MW, percentil 54). Ainda assim, esses investimentos são incipientes diante do porte das emissões municipais e não compensam o déficit estrutural em saneamento. Registros de cheia (4 ocorrências em 2016, percentil 96) reforçam a vulnerabilidade ambiental do município a eventos hidrológicos extremos, um risco potencializado pela baixa cobertura de água tratada e pela gestão precária de resíduos e efluentes.

Em síntese, Prainha combina infraestrutura sanitária entre as mais deficitárias do país com uma trajetória de emissões de GEE em forte expansão, evidenciando a urgência de investimentos coordenados em saneamento básico e em mitigação de emissões associadas ao uso do solo, de modo a reverter simultaneamente os indicadores sociais e ambientais mais críticos do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

21.7%

2024

4
25.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.7%

2024

31
10.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

35.9%

2022

6
61.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

60.4%

2022

3
22.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

6 MW

SolarBiomassa

Potência solar

ANEEL (SIGA)

435 kW

2024

33
256.6% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

435 kW

2024

33
256.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

8.548.642 tCO₂e

2024

1
391.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.329 tCO₂e

2024

28
73.1% no período

Emissões de energia

SEEG

44.473 tCO₂e

2024

32
79.8% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.