Prata do PiauíPI

3.098 habitantes · IBGE 2208601

IA

Resumo socioambiental

Prata do Piauí apresenta um quadro socioambiental misto, com sinais de retrocesso recente no saneamento básico e ganhos expressivos na redução de emissões totais de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 81,2% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (73,0%), mas representa forte queda em relação ao pico de 97,9% registrado em 2020, indicando possível descontinuidade na expansão ou na qualidade dos dados informados ao SNIS. Mais preocupante é a perda de água, que saltou para 47,4% em 2022 — bem acima da mediana nacional (29,9%) e mesmo da já elevada média estadual (46,4%), posicionando o município no percentil 82, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa deterioração é recente e abrupta: em 2016 a perda era de apenas 14,1%, sugerindo problemas de manutenção da rede ou falhas de medição que merecem investigação prioritária.

No saneamento domiciliar, houve avanço consistente: a coleta de resíduos alcançou 83,1% dos domicílios em 2022 (mediana nacional 76,9%), e o destino inadequado de resíduos caiu de 25,4% (2010) para 16,9% (2022), redução de 33,5%. Ainda assim, esse percentual permanece acima da mediana nacional (14,9%), embora bem inferior à média estadual (26,3%), mostrando que o município avança mais rápido que o Piauí, mas ainda não atingiu o padrão nacional.

Do lado climático, as emissões totais de GEE caíram 57,7% entre 2010 e 2024 (de 130.436 para 55.136 tCO₂e), com o município no percentil 24 nacional — ou seja, entre os menores emissores do país, muito abaixo da mediana (138.513 tCO₂e). Chama atenção, porém, o comportamento oposto dos setores de resíduos e energia: as emissões de resíduos cresceram 73,9% no período (para 1.875 tCO₂e em 2024), movimento coerente com a maior geração de resíduos associada à ampliação da coleta domiciliar, enquanto as emissões de energia dispararam 593% (de 229 para 1.589 tCO₂e), refletindo provável eletrificação ou aumento no consumo energético local. Ambos os setores, isoladamente, ainda têm participação pequena frente à média nacional.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, os registros de 2016 indicam 1 ocorrência de cheia e 5 de seca, ambos no percentil 76 nacional — patamar de atenção, considerando que a mediana do país é zero para esses indicadores, o que reforça a importância de monitorar a gestão hídrica municipal, especialmente diante do aumento simultâneo das perdas na rede de abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

80.4%

2023

2.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

57.3%

2023

59.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.1%

2022

62
11.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.9%

2022

46
33.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

55.136 tCO₂e

2024

76
57.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.875 tCO₂e

2024

90
73.9% no período

Emissões de energia

SEEG

1.589 tCO₂e

2024

95
593.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.