PrataPB
4.027 habitantes · IBGE 2512200
Resumo socioambiental
Prata/PB apresenta um quadro de saneamento básico preocupante, especialmente no eixo de abastecimento de água e tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 68,6% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 40. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou para 51,5% em 2022 — variação de +24,2% desde 2021 —, muito superior à mediana nacional (29,9%) e à UF (37,3%), colocando o município no percentil 86 (entre os piores do país). Essa ineficiência operacional compromete a eficácia dos investimentos em captação e tratamento, e ajuda a explicar por que, mesmo com coleta de esgoto praticamente universalizada (99,4% em 2021, acima da mediana nacional de 87,8% e do percentil 69), o tratamento de esgoto é nulo (0,0% em 2022), muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (42,7%). Ou seja, o esgoto é coletado, mas não tratado, com apenas uma ETE registrada no município (2020), o que representa um risco direto à qualidade dos corpos hídricos e à saúde pública.
No que se refere a resíduos sólidos, a proporção de domicílios com destino inadequado ainda é alta, em 29,4% (2022), quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), colocando Prata no percentil 73 — apesar da melhora de -19,5% desde 2010. Essa deficiência na destinação de resíduos se reflete nas emissões de GEE do setor: as emissões de resíduos aumentaram +10,0% desde 2010, atingindo 10.056 tCO₂e em 2024, valor superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 66, tornando-se a principal fonte de emissões do município e evidenciando a necessidade de investimentos em gestão de resíduos sólidos e tratamento de efluentes.
Em contrapartida, o balanço de emissões totais de GEE é relativamente favorável: 20.858 tCO₂e em 2024, uma redução de -11,7% em relação a 2010, e muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 8 — entre os menores emissores do país. As emissões de energia, embora ainda modestas em termos absolutos (3.520 tCO₂e, percentil 14), cresceram +41,1% desde 2010, sinalizando uma tendência de expansão que merece monitoramento.
Por fim, os registros de eventos extremos relacionados à água — 3 registros de cheia e 17 de seca em 2016 — colocam Prata entre os municípios mais afetados do Brasil (percentis 93 e 97, respectivamente), o que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica, redução de perdas na rede e ampliação do tratamento de esgoto, de modo a mitigar riscos ambientais e melhorar a resiliência do município frente a eventos climáticos extremos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
50.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
58.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
44.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
67.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
29.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
20.858 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.056 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.520 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
17
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
