Presidente JuscelinoMG
3.493 habitantes · IBGE 3153202
Resumo socioambiental
Presidente Juscelino/MG apresenta quadro de saneamento básico bastante frágil, com destaque negativo para o tratamento de esgoto, que permanece em 0,0% desde 2012 até 2022, contra mediana nacional de 37,7% e média estadual de 44,5% no mesmo ano — colocando o município no percentil 25, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A cobertura de água também é baixa, atingindo apenas 49,5% em 2022 (percentil 19), bem distante da mediana nacional de 76,5% e do desempenho mineiro de 84,3%. Some-se a isso a perda de água na distribuição, que chegou a 38,0% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da média de Minas Gerais (35,0%), indicando ineficiência na rede que compromete ainda mais a já limitada oferta hídrica.
A coleta de esgoto, embora tenha mantido patamar historicamente alto (100% entre 2012 e 2020), sofreu queda expressiva para 90,0% em 2021, uma redução de 10 pontos percentuais em um único ano — ainda assim acima da mediana nacional (87,8%) e da média estadual (85,0%). Entretanto, essa coleta sem qualquer tratamento subsequente evidencia um gargalo estrutural: o esgoto captado não recebe destinação adequada, o que ajuda a explicar por que 36,3% dos domicílios ainda reportam destino inadequado de resíduos em 2022 (percentil 82, um dos piores do país), apesar da melhora significativa em relação a 2010 (57,0%). A coleta domiciliar de resíduos avançou de 43,0% para 62,6% no período, mas segue abaixo da mediana nacional (76,9%) e do padrão mineiro (86,1%).
No campo climático, as emissões totais de GEE dispararam para 208.949 tCO₂e em 2024, alta de 158,9% frente ao ano anterior, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 61. Esse salto contrasta com a trajetória mais estável das emissões de resíduos, que cresceram de forma gradual até 1.466 tCO₂e em 2024 (+23,0%), mantendo-se em percentil baixo (10) em relação ao país — sugerindo que o aumento expressivo das emissões totais é impulsionado por outros setores, possivelmente uso da terra, e não pela gestão de resíduos ou energia, esta última ainda incipiente (2.385 tCO₂e, percentil 9).
Em relação a eventos hidrológicos extremos, não há registros de cheias ou secas reportados em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (5,000) supera tanto a mediana nacional (4,000) quanto a média estadual (3,694), sinalizando expectativa favorável a longo prazo. Contudo, esse indicador de caráter prospectivo não deve ofuscar os desafios presentes: a combinação de baixa cobertura de água, ausência total de tratamento de esgoto e alta perda na distribuição configura um cenário de vulnerabilidade sanitária que exige investimentos prioritários em infraestrutura de saneamento, sob pena de comprometer os ganhos ambientais já observados na redução do destino inadequado de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
51.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
48.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
68.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
15.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
62.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
36.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
208.949 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.466 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.385 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
