Presidente OlegárioMG

19.177 habitantes · IBGE 3153400

IA

Resumo socioambiental

Presidente Olegário/MG apresenta saneamento com resultados mistos e uma trajetória de emissões preocupante. A coleta de esgoto está em 94,8% (2021), acima da mediana nacional (87,8%) e da média mineira (85,0%), mas o tratamento desse esgoto é 0,0% desde 2020, contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 44,5% em 2022 — ou seja, o município coleta bem, mas não trata nada do que coleta, um gargalo crítico que compromete corpos hídricos e a saúde pública apesar da boa cobertura de coleta.

A cobertura de água atingiu 73,5% em 2022, com alta de 8,8% frente ao ano anterior, ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar mineiro (84,3%), no percentil 46. Já a perda de água na distribuição caiu para 14,0% em 2022, recuo de 20,9% em relação a 2021 e bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à mineira (35,0%), posicionando o município no percentil 12 — um dos pontos mais positivos do dossiê, indicando gestão relativamente eficiente da rede apesar da cobertura ainda incompleta. Quanto aos resíduos domiciliares, 76,8% dos domicílios têm coleta (2022), próximo da mediana nacional (76,9%), mas 18,0% ainda têm destino inadequado, acima da mediana do país (14,9%) e do estado (7,4%), embora com forte queda (-43,9%) desde 2010.

O quadro de emissões é o ponto mais crítico: as emissões totais de GEE somaram 662.818 tCO₂e em 2024, salto de 46,7% desde 2023 e concentração muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 85. As emissões de energia mais que dobraram no período (+121,8%, de 27.983 para 62.072 tCO₂e), e as de resíduos cresceram 37,9%, atingindo 13.324 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a persistência de destino inadequado de resíduos, reforçando a relação entre saneamento deficiente e pressão sobre as emissões municipais.

O investimento público registrado foi de R$ 2,3 milhões em 2026, estagnado (variação de 0,0%) e abaixo da mediana nacional (R$ 3,1 milhões), no percentil 45. Esse nível de investimento parece insuficiente diante dos desafios identificados, sobretudo a universalização do tratamento de esgoto e a contenção do crescimento das emissões, sinalizando a necessidade de priorização orçamentária nessas frentes para reverter as tendências mais negativas do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.8%

2024

54
7.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

89.8%

2024

83
5.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

4.7%

2024

98
65.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.8%

2022

50
13.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.0%

2022

44
43.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

662.818 tCO₂e

2024

15
46.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.324 tCO₂e

2024

26
37.9% no período

Emissões de energia

SEEG

62.072 tCO₂e

2024

26
121.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 2.3 mi

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.