Primavera do LesteMT
92.927 habitantes · IBGE 5107040
Resumo socioambiental
Primavera do Leste/MT apresenta saneamento básico consolidado e acima da média nacional, contrastando com um perfil de emissões de gases de efeito estufa elevado e crescente. A cobertura de água atingiu 94,5% em 2022, superior à mediana nacional (76,5%) e à média do Mato Grosso (87,2%), posicionando o município no percentil 77. A coleta de esgoto saltou para 97,3% em 2021, um avanço expressivo de +91,2% desde 2007, superando tanto a mediana do Brasil (87,8%) quanto o estado (61,9%). O tratamento de esgoto, embora tenha recuado frente aos picos de 2016-2019, ainda alcança 61,8% em 2022, bem acima da mediana nacional (37,7%) — porém essa evolução recente foi acompanhada por apenas 1 ETE registrada no município (2020), sugerindo possível gargalo de capacidade instalada frente ao crescimento populacional.
Na gestão de resíduos sólidos, o município também se destaca positivamente: 96,7% dos domicílios têm coleta (percentil 95 nacional) e o destino inadequado caiu para 2,4% em 2022, bem abaixo da mediana do país (14,9%) e do estado (11,2%). Contudo, esse desempenho na ponta da coleta não se traduz em menor pegada de carbono do setor: as emissões de resíduos cresceram +148,4% desde 2010, chegando a 40.826 tCO₂e em 2024, valor muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que o tratamento final dos resíduos ainda gera impacto climático relevante mesmo com boa cobertura de coleta.
O maior desafio socioambiental do município está nas emissões totais de GEE, que somaram 2.459.007 tCO₂e em 2024 — aumento de +74,9% desde 2010 — colocando Primavera do Leste no percentil 96 nacional, muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). O setor de energia é o principal responsável por esse quadro, com emissões que mais que dobraram (+114,8%) na década, atingindo 1.037.786 tCO₂e em 2024 (percentil 98). A matriz de geração local ainda é pouco diversificada em fontes limpas: a potência solar está estagnada em 330 kW desde 2022 (percentil 27, abaixo da mediana nacional de 908 kW), enquanto a biomassa cresceu de forma significativa (+281,3%, para 37 MW em 2023-2024), superando a mediana nacional e situando-se no percentil 81.
Em síntese, o município evidencia um padrão de infraestrutura sanitária urbana bem avançada — água, esgoto e coleta de resíduos acima da média nacional —, mas enfrenta um passivo climático crescente, concentrado nos setores de energia e resíduos, que demanda atenção de gestores para políticas de eficiência energética, expansão de fontes renováveis (especialmente solar) e ampliação da capacidade de tratamento de esgoto e resíduos, de modo a sustentar os ganhos sociais já obtidos sem ampliar a pegada ambiental do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
73.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
75.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
24.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
42 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
330 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
330 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.459.007 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
40.826 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.037.786 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
