Primeira CruzMA

13.922 habitantes · IBGE 2109403

IA

Resumo socioambiental

Primeira Cruz/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 27,1% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e mediana estadual de 59,6%, posicionando o município no percentil 5 do país. Mais grave ainda é a perda de água na distribuição, que chegou a 81,7% em 2022 — quase três vezes a mediana nacional de 29,9% e muito acima da mediana do Maranhão (56,3%), colocando o município no percentil 99, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa combinação indica rede de abastecimento pouco expandida e extremamente ineficiente, com a maior parte da água captada sendo perdida antes de chegar à população.

O saneamento de esgoto e resíduos sólidos segue padrão semelhante de precariedade. Apenas 24,4% dos domicílios tinham coleta de lixo em 2022, ante mediana nacional de 76,9%, e 75,3% dos domicílios ainda apresentavam destino inadequado de dejetos, valor cinco vezes superior à mediana nacional de 14,9% e o pior resultado do país (percentil 100). Ainda assim, houve avanço relativo desde 2010, quando 87,3% dos domicílios tinham destinação inadequada. Essa deficiência estrutural se reflete nas emissões de resíduos, que somaram 4.934 tCO₂e em 2024, com alta de 76,1% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), dado o pequeno porte populacional do município.

No balanço geral de gases de efeito estufa, Primeira Cruz apresenta saldo negativo de -100.314 tCO₂e em 2024, o que indica que o município é sumidouro líquido de carbono, muito provavelmente pela preservação de vegetação nativa associada ao bioma dos Lençóis Maranhenses, comportamento oposto à mediana nacional positiva de 138.513 tCO₂e. Não há registro de emissões do setor energético, o que reforça a baixa industrialização e o perfil rural do município. Não foram identificados registros de eventos de cheia ou seca nos dados disponíveis (2016).

Em síntese, o município enfrenta déficit estrutural grave em infraestrutura de saneamento — água, esgoto e resíduos —, com posição entre as piores do país nesses indicadores, ao mesmo tempo em que mantém perfil ambiental positivo no balanço de carbono, evidenciando a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura urbana que não comprometam a conservação florestal responsável pelo saldo negativo de emissões.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

22.7%

2024

4
6202.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

86.0%

2024

2
5.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

24.4%

2022

2
92.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

75.3%

2022

0
13.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-100.314 tCO₂e

2024

98
16.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.934 tCO₂e

2024

58
76.1% no período

Emissões de energia

SEEG

0 tCO₂e

2024

99

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.