Professor JamilGO
3.732 habitantes · IBGE 5218391
Resumo socioambiental
Professor Jamil apresenta situação socioambiental heterogênea, com desafios relevantes no saneamento básico e desempenho relativamente favorável em emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu para 64,2% em 2022, recuo de 21,1% frente à série histórica e abaixo tanto da mediana nacional (76,5%) quanto do valor de Goiás (89,1%), posicionando o município no percentil 35 do país. A trajetória é irregular, com quedas expressivas em anos como 2018 (56,3%) e recuperações parciais posteriores, sugerindo instabilidade na gestão do sistema de abastecimento. Já a perda de água, embora tenha se mantido praticamente estável (-0,6%), está em 22,4% em 2022 — patamar melhor que a mediana nacional (29,9%) e que a média estadual (27,8%), indicando eficiência operacional relativamente boa apesar da baixa cobertura.
No saneamento de esgoto, a coleta domiciliar chegou a 72,2% em 2022, próxima da mediana nacional (76,9%) mas distante do padrão goiano (89,7%). O destino inadequado de resíduos domiciliares caiu de forma significativa desde 2010 (-42,9%), atingindo 15,5% em 2022, porém ainda ligeiramente acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima do valor de referência estadual (5,5%). Esse quadro é coerente com o aumento de 16,4% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (chegando a 2.246 tCO₂e), embora esse volume permaneça bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo o pequeno porte populacional do município.
Em relação ao clima, as emissões totais de GEE somaram 126.704 tCO₂e em 2024, com queda de 10,6% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 48. As emissões de energia também recuaram (-12,8%, para 8.256 tCO₂e), mantendo-se bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que indica uma matriz energética municipal com impacto comparativamente baixo. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, sem indicativo de estresse hídrico extremo nesse recorte.
Em síntese, o município apresenta bom desempenho relativo em eficiência hídrica e emissões energéticas, mas exige atenção prioritária à queda na cobertura de água e à persistência de destinação inadequada de resíduos, fatores que, combinados, podem pressionar tanto a saúde pública quanto as emissões futuras associadas ao manejo de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
62.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
17.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
72.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
15.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
126.704 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.246 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.256 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
