PrudentópolisPR

50.428 habitantes · IBGE 4120606

IA

Resumo socioambiental

Prudentópolis apresenta quadro saneamento misto, com retrocessos recentes relevantes. A cobertura de água atingiu 57,1% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante do patamar estadual (89,5%, percentil 28), após queda abrupta em 2023 (48,7%) que interrompeu trajetória de crescimento observada desde 2010. A coleta de esgoto seguiu padrão semelhante: chegou a 100% entre 2018 e 2021, mas recuou para 54,7% em 2024, ainda assim próxima da mediana nacional (59,9%) e no percentil 45. Chama atenção a perda de água de 44,8%, bem superior à mediana nacional (29,1%) e ao índice do Paraná (29,0%), no percentil 78 — indicando ineficiência operacional que pode explicar parte da queda na cobertura declarada.

Por outro lado, o tratamento de esgoto é ponto forte: 83,3% em 2024, superando a mediana nacional (33,3%) e a média estadual (78,8%), posicionando o município no percentil 88. As duas ETEs registradas (2020) sustentam esse desempenho, também acima da mediana nacional. Contudo, a coleta domiciliar (IBGE, 2022) mostra que 24,2% dos domicílios ainda têm destino inadequado de esgoto, percentual maior que a mediana nacional (14,9%) e muito acima do Paraná (5,6%), sinalizando desigualdade entre a área efetivamente atendida pelo sistema formal e a real universalização domiciliar.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram de forma expressiva, de 1,50 milhão tCO₂e (2023) para 709.551 tCO₂e em 2024 (-61,5% no período da série), mas o município ainda está no percentil 86 nacional, com emissões muito superiores à mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de energia dispararam +343,4% desde 2010, atingindo 519.934 tCO₂e em 2024 (percentil 96), refletindo a expansão da geração hidráulica local (44 MW, +45,7% desde 2022, percentil 77). As emissões de resíduos também cresceram (+28,3%), para 27.773 tCO₂e, quatro vezes a mediana nacional, e coerentes com a ainda incompleta universalização do esgotamento sanitário.

Eventos hidrológicos registrados em 2016 (5 cheias e 2 secas) situam o município em percentis elevados de risco climático (98 e 64, respectivamente), reforçando a necessidade de monitorar simultaneamente infraestrutura hídrica, perdas no sistema de abastecimento e expansão da matriz energética, que hoje concentra a maior pressão emissora do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

57.1%

2024

28
13.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

54.7%

2024

45
16.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

83.3%

2024

88
17.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.8%

2024

22
53.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.8%

2022

47
18.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.2%

2022

34
33.9% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2012

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

44 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

44 MW

2024

77
45.7% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

709.551 tCO₂e

2024

14
61.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

27.773 tCO₂e

2024

12
28.3% no período

Emissões de energia

SEEG

519.934 tCO₂e

2024

4
343.4% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.