PurezaRN

9.707 habitantes · IBGE 2410405

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Resumo socioambiental

Pureza/RN apresenta déficit estrutural no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 34,0% em 2022, recuando 3,6% em relação ao início da série e ficando muito distante da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Norte (79,8%), posicionando o município no percentil 8 — entre os piores do país. Mais grave é o índice de perda de água, que chegou a 74,2% em 2022, quase o triplo da mediana nacional (29,9%) e da UF (46,1%), colocando o município no percentil 97, ou seja, entre os municípios com maior desperdício de água tratada do Brasil. Essa combinação de baixa cobertura e alta perda sugere problemas graves de gestão e infraestrutura da rede de distribuição, exigindo investimentos prioritários.

O quadro de esgotamento sanitário também é preocupante, embora com sinais de melhora ao longo da década. A coleta de resíduos domiciliares evoluiu de 40,4% (2010) para 54,8% (2022), mas ainda está aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,4%), no percentil 20. O destino inadequado de dejetos caiu de 59,6% para 39,2% no mesmo período — uma redução de 34,2%, resultado positivo — porém esse valor ainda é quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e mais de quatro vezes o índice da UF (9,3%), mantendo o município no percentil 85 (pior extremo). A persistência de destinação inadequada de resíduos ajuda a explicar a trajetória de alta nas emissões de resíduos, que subiram 25,9% entre 2010 e 2024, atingindo 5.254 tCO₂e, valor próximo à mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em direção contrária à necessária redução.

Em relação às emissões totais de GEE, o município mostra oscilação acentuada, fechando 2024 em 79.221 tCO₂e, com redução de 24,6% frente a 2010, mas com pico expressivo em 2023 (133.011 tCO₂e), indicando instabilidade na trajetória de descarbonização, provavelmente ligada a uso do solo e mudanças na cobertura vegetal. As emissões de energia seguiram padrão semelhante, encerrando em 5.766 tCO₂e (percentil 24, abaixo da mediana nacional de 18.929 tCO₂e), refletindo baixa emissão relativa neste setor, mas sem tendência de queda consistente.

Por fim, os registros de eventos climáticos extremos, embora restritos a 2016, evidenciam vulnerabilidade hídrica do município: 1 registro de cheia e 6 de seca observada colocam Pureza nos percentis 76 e 79, respectivamente, sinalizando exposição a episódios de estresse hídrico que se conectam diretamente à fragilidade da infraestrutura de abastecimento de água já identificada. A combinação de baixa cobertura, altíssima perda de água e histórico de secas reforça a urgência de investimentos em modernização da rede e em gestão de recursos hídricos como prioridade para a gestão municipal.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

34.0%

2022

8
3.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

74.2%

2022

3
6.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

54.8%

2022

20
35.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

39.2%

2022

15
34.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

79.221 tCO₂e

2024

67
24.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.254 tCO₂e

2024

56
25.9% no período

Emissões de energia

SEEG

5.766 tCO₂e

2024

76
24.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.