PutingaRS

3.814 habitantes · IBGE 4315206

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Resumo socioambiental

Putinga apresenta um quadro de saneamento básico aquém dos padrões nacionais, com sinais de deterioração operacional que merecem atenção prioritária da gestão municipal. A cobertura de água atingiu 46,5% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 17 — ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Mais preocupante é a perda de água, que saltou de 39,5% (2023) para 48,0% (2024), variação de +70,6% desde 2010, superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a UF (39,4%) e colocando o município no percentil 82 (pior faixa). Essa combinação de baixa cobertura com alta perda sugere ineficiência significativa na rede de abastecimento, o que pode comprometer investimentos futuros se não houver diagnóstico técnico da infraestrutura.

No manejo de resíduos, o Censo 2022 mostra avanço na coleta domiciliar, que passou de 72,5% (2010) para 78,2%, superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda distante da UF (82,7%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos, apesar de ter caído de 27,5% para 21,2% no mesmo período, permanece muito acima da mediana nacional (14,9%) e sobretudo do RS (4,5%), indicando que parte do progresso na coleta não se traduz em disposição final adequada. Essa lacuna é coerente com as emissões de resíduos, que se mantiveram relativamente estáveis em torno de 2.400 tCO₂e, valor inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas que ainda reflete o gargalo estrutural do destino final.

As emissões totais de GEE cresceram de forma acentuada, atingindo 226.677 tCO₂e em 2024, alta de 73,7% desde 2010 e um salto expressivo frente aos 50.019 tCO₂e de 2023, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 63. Esse pico recente contrasta com o comportamento mais contido das emissões de energia (4.921 tCO₂e, percentil 21) e resíduos (percentil 17), sugerindo que o aumento abrupto está concentrado em outros setores não detalhados neste dossiê, possivelmente relacionados a mudança de uso da terra, e merece investigação específica.

Em relação a eventos hidrológicos, os registros de 2016 indicam 4 ocorrências de cheia e 4 de seca, ambos acima da mediana nacional (0), com percentis 96 e 72 respectivamente — evidenciando vulnerabilidade climática que reforça a importância de qualificar a infraestrutura hídrica, especialmente diante das perdas crescentes na rede de água. A ampliação recente da potência hidráulica instalada, estável em 7 MW desde 2013, não acompanhou esse cenário de risco, e o município permanece abaixo da mediana nacional (10 MW) nesse quesito.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

46.5%

2024

17
15.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

48.0%

2024

18
70.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.2%

2022

52
7.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.2%

2022

38
22.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

7 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

7 MW

2024

46
115.5% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

226.677 tCO₂e

2024

37
73.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.417 tCO₂e

2024

83
9.9% no período

Emissões de energia

SEEG

4.921 tCO₂e

2024

79
60.3% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.