PuxinanãPB
14.837 habitantes · IBGE 2512408
Resumo socioambiental
Puxinanã/PB apresenta déficit estrutural no saneamento básico, com destaque negativo para o abastecimento de água: a cobertura atingiu apenas 40,3% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (77,2%), posicionando o município no percentil 12 do país — entre os piores do Brasil nesse quesito. A série histórica revela ainda uma lacuna de dados entre 2016 e 2020 (registros zerados), o que compromete a continuidade do monitoramento. As perdas de água, embora tenham crescido 256,9% desde 2008 e chegado a 24,3% em 2022, ficam abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (37,3%), indicando que o principal problema não é a eficiência da rede, mas sim sua baixa cobertura.
Na coleta de resíduos, o município mostra evolução positiva: os domicílios atendidos passaram de 66,6% (2010) para 75,7% (2022), próximo da mediana nacional (76,9%) e no percentil 48. Ainda assim, o destino inadequado de resíduos, apesar de ter caído 32,1% no período, permanece em 22,7% em 2022 — acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), colocando Puxinanã no percentil 64, ou seja, entre os municípios com pior desempenho relativo nesse indicador. Essa combinação de coleta razoável, mas destino ainda problemático, ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que subiram 42,5% entre 2010 e 2024, atingindo 7.586 tCO₂e — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No campo climático, as emissões totais de GEE cresceram 79,5% desde 2010, alcançando 37.988 tCO₂e em 2024, ainda bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 15. O destaque de preocupação é o setor de energia, cujas emissões saltaram 437% no período, passando de 2.860 tCO₂e (2010) para 15.358 tCO₂e (2024), com salto expressivo entre 2022 e 2023. Esse movimento sugere mudança recente na matriz de consumo energético local, tema que merece investigação mais aprofundada por parte da gestão municipal.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram maior exposição à seca do que à cheia: foram 16 registros de seca observada, situando o município no percentil 96 da UF (mediana nacional zero), contra apenas 1 registro de cheia. Esse padrão reforça a vulnerabilidade hídrica de Puxinanã, tornando ainda mais crítica a baixa cobertura de abastecimento de água identificada anteriormente — dois problemas que se retroalimentam e devem ser tratados de forma integrada nas políticas públicas municipais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
29.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
7.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
22.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
37.988 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.586 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
15.358 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
16
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
