QuatipuruPA

11.870 habitantes · IBGE 1506112

IA

Resumo socioambiental

Quatipuru apresenta avanço expressivo no abastecimento de água, com cobertura de 95,1% em 2022, alta de +102,4% desde 2009 e patamar superior à mediana nacional (76,5%) e ao Pará (55,0%), posicionando o município no percentil 78. Esse ganho, porém, é acompanhado por perda de água ainda elevada, em 42,0% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,5%) — ou seja, o município capta e distribui bem, mas desperdiça proporção significativa do volume tratado, situação que penaliza a eficiência do sistema mesmo com boa cobertura.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do dossiê: a coleta está estagnada em 10,9% desde 2009 (sem série mais recente disponível), muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo da referência estadual (19,1%). Esse déficit estrutural contrasta com a evolução positiva na gestão de resíduos sólidos domiciliares: a coleta de lixo passou de 60,2% (2010) para 75,6% (2022), e o destino inadequado caiu de 39,8% para 15,0% no mesmo período — variação de -62,3% —, aproximando o município da mediana nacional (14,9%), ainda que acima da meta ideal.

Nas emissões de GEE, Quatipuru reduziu o total de 64.148 tCO₂e (2010) para 33.509 tCO₂e (2024), variação de -47,8%, com percentil 13 nacional, refletindo posição relativamente favorável frente aos demais municípios. A trajetória é volátil, com picos em 2014, 2022 e 2023, provavelmente associados a uso da terra, mas a queda recente é positiva. Chama atenção o crescimento das emissões de energia, que saltaram de 1.909 para 10.765 tCO₂e (+464,0%) entre 2010 e 2024, indicando maior consumo energético municipal, enquanto as emissões de resíduos cresceram +69,2% no período, para 6.117 tCO₂e, movimento coerente com a ampliação da coleta domiciliar registrada pelo Censo.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, sem indicativo de risco hidrológico crítico nesse recorte. Em síntese, o município evoluiu de forma notável no abastecimento de água e na gestão de resíduos, mas o esgotamento sanitário permanece como lacuna estrutural prioritária, e o crescimento das emissões de energia merece monitoramento para sustentar a trajetória de redução das emissões totais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.5%

2024

38
19.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

10.9%

2009

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

67.8%

2024

6
59.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

75.6%

2022

48
25.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.0%

2022

50
62.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

33.509 tCO₂e

2024

87
47.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.117 tCO₂e

2024

51
69.2% no período

Emissões de energia

SEEG

10.765 tCO₂e

2024

63
464.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.