QuatisRJ

14.158 habitantes · IBGE 3304128

IA

Resumo socioambiental

Quatis apresenta saneamento básico consolidado, mas com sinal de alerta recente no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 92,4% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do percentil 74, embora represente queda de 7,6% frente à década anterior, quando o município operava com 100% de cobertura. A coleta de esgoto está em 99,1% (2021), bem acima da mediana nacional (87,8%) e do estado (72,7%), evidenciando boa infraestrutura de rede. Contudo, o tratamento de esgoto caiu para 0,0% em 2022, revertendo picos de 60,0% (2015) e 53,4% (2016-2017) — um retrocesso relevante, já que o município coleta quase todo o esgoto gerado mas não o trata, com apenas 1 ETE registrada (2020). Esse descompasso entre coleta e tratamento provavelmente contribui para a trajetória de alta nas emissões de resíduos, que somaram 13.461 tCO₂e em 2024, variação de +52,1% desde 2010 e acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 75).

Na gestão de resíduos sólidos domiciliares, o quadro é positivo: 95,1% dos domicílios têm coleta (2022), no percentil 91 nacional, e o destino inadequado caiu para 1,9%, próximo do valor do estado (2,0%) e bem abaixo da mediana do Brasil (14,9%). A perda de água na distribuição também recuou para 25,1% em 2022 (percentil 38, melhor que a mediana nacional de 29,9%), indicando eficiência operacional razoável, ainda que distante do patamar de 20,0% observado em 2013-2014.

No balanço de emissões totais de GEE, Quatis registrou 103.068 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 41), com trajetória de crescimento de 29,7% desde 2010. As emissões de energia caíram 6,9% no período, para 13.789 tCO₂e (percentil 43), parcialmente compensando o avanço das emissões de resíduos, que se tornaram a fonte de maior destaque relativo do município frente ao país.

Em síntese, Quatis combina indicadores de acesso a água e esgoto superiores à média nacional com uma lacuna crítica no tratamento de efluentes, que exige atenção prioritária dos gestores para evitar impactos ambientais e no crescimento das emissões de resíduos. Os registros de eventos hidrológicos (2 cheias em 2016, percentil 87) reforçam a necessidade de monitoramento contínuo da infraestrutura hídrica municipal.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

92.4%

2022

74
7.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

99.1%

2021

67
41.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

25
100.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.1%

2022

62
37.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.1%

2022

91
0.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.9%

2022

89
66.7% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2012

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

103.068 tCO₂e

2024

59
29.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.461 tCO₂e

2024

25
52.1% no período

Emissões de energia

SEEG

13.789 tCO₂e

2024

57
6.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.