Querência do NortePR
10.693 habitantes · IBGE 4121000
Resumo socioambiental
Querência do Norte/PR apresenta avanço expressivo no saneamento básico, mas ainda mantém lacunas estruturais relevantes frente ao Paraná. A cobertura de água saltou de 77,4% (2021) para 90,2% em 2022, um salto atípico que elevou o município ao percentil 71 nacional, acima da mediana do Brasil (76,5%), embora ainda abaixo do índice estadual (96,1%). Em contrapartida, o tratamento de esgoto permanece crítico, estagnado em 6,5% (2022), muito aquém da mediana nacional (37,7%) e do Paraná (78,7%) — um dos principais gargalos socioambientais do município. A perda de água na distribuição, de 21,2% (2022), está abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%), indicando gestão operacional relativamente eficiente apesar do baixo tratamento de efluentes.
No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar atinge 74,0% (2022), ligeiramente abaixo da mediana nacional (76,9%) e bem distante do padrão estadual (90,0%). O destino inadequado de resíduos, embora tenha recuado de 31,3% (2010) para 25,0% (2022), ainda é bastante superior à mediana do país (14,9%) e ao Paraná (5,6%), posicionando o município no percentil 67 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa deficiência ajuda a explicar o crescimento de 14,0% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, atingindo 5.922 tCO₂e em 2024, valor próximo à mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas que reforça a necessidade de ampliar a destinação ambientalmente adequada.
Quanto às emissões totais de GEE, o município reduziu de 437.717 tCO₂e (2023) para 345.296 tCO₂e em 2024, uma queda de 20% no período, porém o valor absoluto ainda é elevado frente ao Brasil (mediana de 138.513 tCO₂e), posicionando Querência do Norte no percentil 73 — entre os municípios mais emissores do país, provavelmente refletindo o peso do setor agropecuário local. As emissões de energia também recuaram para 13.190 tCO₂e (2024), abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Do ponto de vista hidroclimático, o único registro disponível (2016) aponta 3 ocorrências de cheia, no percentil 93 nacional, sinalizando vulnerabilidade a eventos extremos que merece monitoramento contínuo, especialmente diante da baixa cobertura de esgotamento sanitário, que pode agravar riscos de contaminação hídrica em períodos de cheia. Em síntese, o município avançou no abastecimento de água, mas o tratamento de esgoto e a destinação de resíduos são as prioridades mais urgentes para reduzir passivos ambientais e aproximar os indicadores da média estadual.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
70.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
16.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
18.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
17.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
74.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
345.296 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.922 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.190 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
