QuixelôCE
16.992 habitantes · IBGE 2311355
Resumo socioambiental
Quixelô apresenta quadro sanitário crítico e distante dos padrões nacionais. A cobertura de água chegou a 42,2% em 2024, muito abaixo da mediana brasileira (73,2%) e da própria média cearense (71,6%), posicionando o município no percentil 14 do país. A coleta de esgoto é ainda mais preocupante: recuou de patamares acima de 77% (2016-2017) para apenas 33,4% em 2024, uma queda de 45,8% no período, refletindo possível mudança metodológica ou perda real de cobertura do serviço. O tratamento de esgoto, em 41,0%, supera a mediana nacional (33,3%) e fica próximo da média estadual, mas a oscilação abrupta entre 2023 (66,0%) e 2024 (41,0%) sugere instabilidade operacional da única ETE registrada no município (dado de 2020).
Os dados censitários reforçam a fragilidade estrutural: apenas 46,1% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), e 53,4% ainda têm destino inadequado de dejetos — percentual quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%), colocando Quixelô no percentil 95, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A perda de água na distribuição, em 32,1%, está acima da mediana nacional (29,1%), embora abaixo da média cearense (40,5%), indicando ineficiência operacional que compromete tanto a universalização quanto a sustentabilidade financeira do sistema.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 222.307 tCO₂e em 2024, com alta de 16,6% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 63. Chama atenção o crescimento das emissões de resíduos (+82,4% desde 2010, atingindo 9.372 tCO₂e) e sobretudo das emissões de energia, que quase triplicaram (+191,7%), alcançando 17.939 tCO₂e — evolução que dialoga diretamente com a baixa cobertura de esgotamento sanitário e tratamento de resíduos, pois a decomposição de matéria orgânica sem tratamento adequado tende a intensificar emissões nesse setor.
Por fim, os registros históricos de eventos extremos (2016) mostram exposição elevada a secas, com 19 ocorrências registradas — percentil 99 nacional — e 3 registros de cheia (percentil 93), evidenciando vulnerabilidade hídrica dupla: escassez recorrente combinada a eventos de inundação pontuais. Esse cenário reforça a urgência de investimentos articulados em infraestrutura de saneamento, redução de perdas e gestão de resíduos, dado que os indicadores ambientais e sanitários do município estão interligados e majoritariamente abaixo dos parâmetros nacionais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
42.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
33.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
41.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
32.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
46.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
53.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
222.307 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.372 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
17.939 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
19
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
