Rancho Alegre D'OestePR

2.638 habitantes · IBGE 4121356

IA

Resumo socioambiental

Rancho Alegre D'Oeste apresenta quadro socioambiental misto, com bom desempenho em saneamento básico relativo ao Brasil, mas sinais de deterioração recente em infraestrutura hídrica e aumento de emissões. A cobertura de água atingiu 87,3% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima à média do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 73. Contudo, chama atenção a queda expressiva frente ao período 2018–2022, quando a cobertura permaneceu em 100,0%, seguida de recuo abrupto para 80,9% em 2023 e recuperação parcial em 2024 — padrão que sugere problema pontual de gestão ou registro de dados que merece verificação. A perda de água, de 18,6% em 2024, é significativamente melhor que a mediana nacional (29,1%) e a média estadual (29,0%), mas também mostra reversão da trajetória histórica: entre 2012 e 2017 o índice se manteve na casa dos 12-15%, subindo para patamares de 24-26% em 2018-2021 antes de recuar novamente.

No saneamento, o percentual de domicílios com coleta de esgoto chegou a 87,8% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda abaixo da média paranaense (90,0%). O destino inadequado de dejetos caiu para 12,2% no mesmo ano (redução de 26,9% frente a 2010), ficando um pouco melhor que a mediana nacional (14,9%), mas ainda distante do desempenho do Paraná (5,6%), que ocupa posição de destaque no cenário nacional. Essa lacuna indica espaço para investimentos em ampliação e qualificação do tratamento de esgoto no município.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 59.881 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas em trajetória de alta (+29,2% desde 2010), refletindo o pico de 74.061 tCO₂e observado em 2023. As emissões de resíduos, de 1.539 tCO₂e, cresceram 33,8% no período e guardam relação direta com a lacuna ainda existente na destinação adequada de dejetos domiciliares — a redução progressiva do descarte inadequado tende a conter esse componente. Já as emissões de energia caíram acentuadamente (-52,9%), para 3.712 tCO₂e, indicando ganhos de eficiência ou mudança na matriz energética local, com percentil nacional favorável (15).

Sobre eventos hidrológicos, os dados de 2016 registram ausência de cheias e apenas 1 ocorrência de seca observada, valores baixos em comparação ao Paraná (187 e 338 registros, respectivamente), mas a defasagem temporal dessa série limita conclusões sobre a situação atual. Em síntese, o município mantém indicadores de saneamento acima da média nacional, mas a oscilação recente na cobertura de água e o crescimento das emissões de resíduos recomendam atenção da gestão pública para consolidar os ganhos e evitar retrocessos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.3%

2024

73
6.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

18.6%

2024

79
5.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.8%

2022

72
5.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.2%

2022

56
26.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

59.881 tCO₂e

2024

75
29.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.539 tCO₂e

2024

94
33.8% no período

Emissões de energia

SEEG

3.712 tCO₂e

2024

85
52.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.