Raul SoaresMG
23.882 habitantes · IBGE 3154002
Resumo socioambiental
Raul Soares/MG apresenta quadro sanitário preocupante em 2024, com retrocessos expressivos frente a anos anteriores. A cobertura de água caiu para 68,6%, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (83,3%), colocando o município no percentil 44. Mais grave é a queda abrupta observada entre 2021 (93,7%) e 2023 (65,0%), sugerindo problema pontual de reporte ou de operação do sistema, não uma tendência gradual. A coleta de esgoto seguiu o mesmo padrão, recuando de 100% em 2020 para 68,6% em 2024 — ainda assim acima da mediana nacional (59,9%), mas com perda relativa de 10,6% no período recente. O dado mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% durante toda a série histórica (2010–2024), muito abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (44,6%), apesar de o município possuir 1 ETE registrada em 2020. Essa lacuna indica que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, com impacto direto na qualidade dos corpos hídricos locais.
A perda de água na distribuição, embora tenha recuado 14,7% desde 2010, ainda é de 26,5% em 2024, patamar abaixo da mediana nacional (29,1%) mas indicando ineficiência operacional que pressiona custos e disponibilidade hídrica. No âmbito domiciliar, o Censo 2022 mostra 75,0% de domicílios com coleta de resíduos, próximo da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 21,9% dos domicílios — bem acima da mediana do país (14,9%) e da UF (7,4%), apesar da melhora de 37,4% desde 2010. Essa combinação de baixo tratamento de esgoto e destinação inadequada de resíduos ajuda a explicar por que as emissões de resíduos do setor cresceram 17,9% desde 2010, atingindo 12.082 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No balanço de emissões totais de GEE, o município registrou 186.959 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando-se no percentil 58. As emissões de energia cresceram 54,5% na série, chegando a 24.404 tCO₂e, também acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), mesmo com potência hidráulica instalada de 24 MW, mais que o dobro da mediana do país. Isso sugere que a geração local não compensou o crescimento da demanda energética municipal.
Em síntese, Raul Soares enfrenta um quadro de retrocesso recente na cobertura de água e esgoto, ausência total de tratamento de esgoto ao longo de toda a série histórica e níveis elevados de resíduos com destino inadequado, fatores que se refletem em emissões de GEE per capita superiores à mediana nacional. A prioridade de gestão deveria recair sobre a implantação efetiva de tratamento de esgoto e a investigação da queda abrupta nos indicadores de água e coleta entre 2021 e 2023, para reverter uma trajetória que, até então, era de melhoria constante.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
68.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
68.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
26.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
24 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
24 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
186.959 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.082 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
24.404 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
