Redenção do GurguéiaPI

8.563 habitantes · IBGE 2208700

IA

Resumo socioambiental

Redenção do Gurguéia apresenta um quadro socioambiental marcado por forte contraste entre o abastecimento de água e o saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, resultado expressivo frente à mediana nacional de 73,2% e acima até da média estadual (92,3%), com evolução consistente desde 2010 (60,7%). Em contrapartida, o esgotamento sanitário é praticamente inexistente: a coleta de esgoto estacionou em 5,5% desde 2013 (sem dado mais recente) e o tratamento é nulo (0,0% em 2015), ambos muito abaixo das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente). Essa lacuna estrutural indica que o avanço no acesso à água não foi acompanhado por investimentos equivalentes em coleta e tratamento de efluentes, um descompasso típico de municípios de pequeno porte no Piauí.

A perda de água na distribuição, embora tenha caído de 77,4% (2011) para 33,3% (2022), ainda supera a mediana nacional (29,1%) e o patamar estadual (23,6%), sugerindo que, apesar da universalização formal do abastecimento, a eficiência operacional do sistema segue aquém do desejável. No campo dos resíduos sólidos, a coleta domiciliar alcançou 54,5% em 2022, com percentil nacional de apenas 19 — ou seja, o município está entre os piores do país nesse quesito, e o destino inadequado de resíduos ainda atinge 45,0% dos domicílios (percentil 90, entre os mais críticos do Brasil), mesmo com queda importante frente aos 62,5% de 2010.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram de 953.070 tCO₂e (2022) para 329.303 tCO₂e em 2024, oscilação fortemente influenciada por mudanças de uso da terra, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 72). As emissões de resíduos, coerentes com a baixa cobertura de coleta e tratamento, cresceram 62,2% desde 2010, chegando a 4.691 tCO₂e em 2024 — abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória ascendente que reforça a associação entre deficiência de saneamento e geração de emissões. As emissões de energia mais que dobraram no período (+157,0%), atingindo 13.488 tCO₂e, ainda inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada foi de 9 registros, no mesmo ano, valor pouco expressivo diante do total estadual (2.068), embora o percentil nacional (85) indique exposição relativa relevante à estiagem. Em síntese, o município avançou de forma notável no acesso à água, mas enfrenta desafios estruturais graves em esgotamento sanitário e gestão de resíduos, que demandam investimento prioritário para reduzir riscos ambientais e de saúde pública associados.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2022

64.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

5.5%

2013

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2015

Perda de água

SNIS/SINISA

33.3%

2022

33.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

54.5%

2022

19
45.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

45.0%

2022

10
28.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

329.303 tCO₂e

2024

28
43.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.691 tCO₂e

2024

60
62.2% no período

Emissões de energia

SEEG

13.488 tCO₂e

2024

57
157.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.