RedentoraRS

9.934 habitantes · IBGE 4315404

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Resumo socioambiental

Redentora/RS apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com cobertura de água de apenas 34,1% em 2024 — muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar estadual (86,2%), posicionando o município no percentil 9 do país. O quadro de esgotamento sanitário é ainda mais crítico: apenas 45,9% dos domicílios têm coleta (Censo 2022), enquanto 50,7% possuem destino inadequado de dejetos, contra uma mediana nacional de 14,9% e apenas 4,5% no Rio Grande do Sul — colocando o município no percentil 93, entre os piores do Brasil nesse quesito. Um ponto positivo é a perda de água na distribuição, que caiu de 40,0% (2010) para 26,8% (2024), ficando abaixo da mediana nacional (29,1%), embora ainda acima do índice estadual (39,4%); vale notar a oscilação atípica em 2023 (12,6%), que pode indicar variação metodológica ou pontual na apuração.

Em emissões de GEE, Redentora está relativamente bem posicionada: 57.570 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 25. As emissões por resíduos somam 3.500 tCO₂e (percentil 30, abaixo da mediana de 6.191 tCO₂e), o que é coerente com o baixo índice de coleta domiciliar — menor geração formalizada de resíduos tende a refletir menor emissão computada nesse setor, mas não necessariamente menor impacto ambiental real, dado o alto percentual de destinação inadequada. Já as emissões de energia dispararam +107,2% entre 2023 e 2024, saltando para 8.446 tCO₂e, o maior salto anual da série histórica, sinalizando necessidade de monitoramento da matriz energética local.

O município também registra eventos hidrológicos extremos: 3 registros de cheia e 5 de seca em 2016, ambos com percentis elevados (93 e 76, respectivamente) frente ao Brasil, embora restritos a um único ano de observação disponível. A potência hidráulica instalada é de 9 MW (2024), estável desde 2013, próxima à mediana nacional (10 MW). Em síntese, Redentora enfrenta um desafio prioritário em saneamento — água e esgoto —, com indicadores entre os piores do país, o que exige investimento imediato em infraestrutura, especialmente considerando que a fragilidade no tratamento de dejetos pode agravar riscos sanitários e ambientais já expostos pelos eventos de cheia e seca registrados.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

34.1%

2024

9
21.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

26.8%

2024

56
33.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.9%

2022

12
33.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

50.7%

2022

7
22.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

9 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

9 MW

2024

50
95.7% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

57.570 tCO₂e

2024

75
19.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.500 tCO₂e

2024

70
4.8% no período

Emissões de energia

SEEG

8.446 tCO₂e

2024

68
107.2% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.