RegeneraçãoPI

17.418 habitantes · IBGE 2208809

IA

Resumo socioambiental

Regeneração/PI apresenta quadro socioambiental preocupante, com deterioração dos indicadores de saneamento básico e aumento das emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu para 56,4% em 2023, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e muito distante da média do Piauí (92,3%), revertendo o avanço observado até 2015 (71,2%). A perda de água na distribuição chegou a 52,6% em 2023, quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e mais que o dobro da UF (23,6%), indicando ineficiência operacional significativa no sistema de abastecimento, que pode estar associada à queda na cobertura efetiva do serviço.

No saneamento domiciliar, o município mostrou melhora expressiva desde 2010: a coleta de esgoto avançou de 59,9% para 74,6% (2022), próxima da mediana nacional (76,9%) e superior à média estadual (70,4%). Consequentemente, a destinação inadequada de dejetos recuou de 40,1% para 24,2%, redução de quase 40%. Ainda assim, esse percentual permanece acima da mediana nacional (14,9%), embora abaixo da média do Piauí (26,3%), posicionando o município no percentil 66 do país — ou seja, entre os piores em destinação inadequada.

As emissões de GEE do município somaram 605.713 tCO₂e em 2024, valor mais de quatro vezes superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Regeneração no percentil 83 — entre os maiores emissores relativos do país. O crescimento de 39% desde 2010 é puxado principalmente pelo setor de energia, que saltou 354,8% no período, atingindo 39.494 tCO₂e em 2024 e superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e). As emissões de resíduos também cresceram 45%, para 9.639 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo a relação direta entre o avanço parcial da coleta de esgoto e resíduos e o aumento das emissões associadas ao manejo desses materiais.

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada somou 9 registros no mesmo ano, situando o município no percentil 85 da UF quanto à intensidade de estiagem — dado relevante frente à fragilidade do sistema de abastecimento de água já identificada. A combinação de baixa cobertura hídrica, alta perda operacional e vulnerabilidade à seca reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de distribuição e gestão de resíduos, de modo a conter tanto os riscos ao abastecimento quanto o crescimento das emissões municipais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

56.4%

2023

1.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

52.6%

2023

13.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.6%

2022

46
24.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.2%

2022

34
39.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

605.713 tCO₂e

2024

17
39.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.639 tCO₂e

2024

35
45.0% no período

Emissões de energia

SEEG

39.494 tCO₂e

2024

35
354.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.