ReginópolisSP
7.808 habitantes · IBGE 3542503
Resumo socioambiental
Reginópolis apresenta em 2024 um quadro de saneamento básico com sinais de deterioração recente que merecem atenção prioritária da gestão municipal. A cobertura de água caiu para 59,0%, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e muito distante da média estadual (96,6%), posicionando o município no percentil 30 — ou seja, pior que 70% dos municípios brasileiros. Chama atenção a queda abrupta entre 2022 (94,4%) e 2023 (59,6%), sugerindo mudança metodológica de reporte ou problema estrutural relevante que precisa ser esclarecido. A perda de água também é preocupante, em 34,2% (2024), acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (28,2%), indicando ineficiência na distribuição que penaliza a própria cobertura disponível.
Na coleta de esgoto, o município está em 60,8% (2024), próximo da mediana nacional (59,9%) mas distante da UF (92,5%), com percentil 51 — desempenho mediano. O tratamento de esgoto, por sua vez, é o ponto mais positivo do saneamento: 49,1% em 2024, superior à mediana nacional (33,3%), embora ainda abaixo da UF (66,6%), refletindo queda relevante frente aos picos de 2018-2019 (~89,6%). Essa combinação de coleta mediana com tratamento acima da mediana nacional sugere que, apesar da retração recente, a infraestrutura de tratamento instalada (1 ETE, 2020) ainda opera com razoável eficácia proporcional ao volume coletado.
Do lado de resíduos sólidos domiciliares, os indicadores são favoráveis: 92,8% de domicílios com coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), com avanço expressivo desde 2010 (86,3%). O destino inadequado caiu para 3,9%, uma redução de 71,7% na década, embora ainda distante do desempenho estadual (1,0%). Paradoxalmente, as emissões de resíduos cresceram 62,1% desde 2010, atingindo 4.349 tCO₂e em 2024 — abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta que merece monitoramento, especialmente à luz da queda no tratamento de esgoto observada nos últimos anos.
As emissões totais de GEE somaram 136.809 tCO₂e em 2024, com queda de 16,5% frente à série histórica, ficando próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Contudo, as emissões de energia (70.893 tCO₂e) estão no percentil 76, bem acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando essa fonte como o principal vetor de pressão climática do município. Não há registros recentes de eventos extremos (cheias e secas restritos a 2016), mas a fragilidade na cobertura e perdas de água associada a um perfil energético emissor reforça a necessidade de investimentos coordenados em infraestrutura hídrica e eficiência energética para reverter as tendências de retrocesso identificadas desde 2022.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
60.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
49.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
34.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
136.809 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.349 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
70.893 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
