RemígioPB
18.373 habitantes · IBGE 2512705
Resumo socioambiental
Remígio/PB apresenta um quadro de saneamento contraditório e preocupante: a cobertura de água caiu a 0,0% em 2022, revertendo uma série histórica que chegava a 88,1% em 2014, o que posiciona o município no percentil 0 nacional — muito abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e da Paraíba (77,2%). Esse colapso aparente no indicador de água contrasta com a coleta de esgoto, que atingiu 100,0% em 2020, superando a mediana nacional (87,8%) e a média estadual (64,8%). No entanto, esse avanço é neutralizado pela ausência total de tratamento de esgoto (0,0% em 2022, também abaixo da mediana nacional de 37,7% e estadual de 42,7%), o que significa que o esgoto coletado é despejado sem qualquer tratamento, com risco direto à qualidade dos corpos hídricos e à saúde pública.
No manejo de resíduos sólidos, 73,7% dos domicílios têm coleta (2022), levemente abaixo da mediana nacional (76,9%) e em queda frente a 2010 (77,4%). O destino inadequado de resíduos atinge 14,6% dos domicílios, valor próximo à mediana do Brasil (14,9%), indicando situação mediana, mas ainda expressiva. Essa fragilidade na gestão de resíduos se reflete nas emissões: o setor de resíduos gerou 8.497 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e com percentil 61, em trajetória de crescimento constante desde 2010.
O total de emissões de GEE do município saltou para 75.204 tCO₂e em 2024, alta de 127,5% frente a 2023 — movimento abrupto que merece investigação sobre sua origem, possivelmente ligado a mudança de uso da terra ou agropecuária, já que os setores de energia (27.971 tCO₂e) e resíduos (8.497 tCO₂e) não explicam sozinhos esse salto. Ainda assim, o total per setor permanece abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com percentil 32.
Por fim, os registros históricos de eventos climáticos extremos (2016) mostram vulnerabilidade hídrica relevante: 18 registros de seca (percentil 98) e 1 registro de cheia (percentil 76), ambos muito acima da mediana nacional (zero). Combinado com o colapso do abastecimento de água e a ausência de tratamento de esgoto, esse histórico reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento, sob risco de agravamento da insegurança hídrica e da poluição ambiental no município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
44.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
55.4%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
19.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
73.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
14.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
75.204 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.497 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
27.971 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
18
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
