Reserva do CabaçalMT

2.062 habitantes · IBGE 5107156

IA

Resumo socioambiental

Reserva do Cabaçal apresenta quadro socioambiental misto, com avanço recente no abastecimento de água, mas deterioração acentuada nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 96,4% em 2022, patamar superior à mediana nacional (76,5%) e à média estadual (87,2%), colocando o município no percentil 80. Entretanto, esse ganho veio acompanhado de forte elevação nas perdas de água, que saltaram de valores nulos até 2016 para 50,1% em 2022 — bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (40,5%), posicionando o município no percentil 85 (pior situação relativa). Isso sugere que a expansão da rede não veio acompanhada de investimentos proporcionais em manutenção e controle de perdas, um ponto crítico para a gestão local.

No saneamento básico, a coleta domiciliar de resíduos evoluiu de 68,2% (2010) para 77,8% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda abaixo da média estadual (84,7%). A destinação inadequada de resíduos caiu de 31,8% para 19,7% no mesmo período, uma melhora expressiva, mas o indicador permanece acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (11,2%), indicando que parte relevante dos domicílios ainda carece de destinação adequada — o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora em queda (-22,1% desde 2010, chegando a 1.511 tCO₂e em 2024), permanecem como fonte constante de impacto ambiental, ainda que pequena frente ao total municipal (percentil 6 nacional).

O dado mais preocupante é a trajetória das emissões totais de GEE, que mais que dobraram entre 2010 e 2024, passando de 325.524 para 757.033 tCO₂e (+132,6%), com aceleração acentuada a partir de 2019. O município está no percentil 87 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e), embora represente fração ínfima das emissões estaduais (384,8 milhões de tCO₂e). Como as emissões de energia e resíduos vêm caindo ou se mantendo estáveis, o crescimento expressivo do total indica que o principal vetor de emissões está fora desses setores — provavelmente mudança de uso da terra ou agropecuária —, exigindo atenção prioritária da gestão ambiental local.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos, mas não permite concluir ausência de vulnerabilidade, dado o desatualização da série. Em síntese, o município avançou em cobertura de água e redução de destinação inadequada de resíduos, mas enfrenta desafios estruturais em perdas hídricas e, sobretudo, em conter o crescimento acelerado das emissões totais de GEE.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

43.6%

2024

15
30.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.2%

2024

47

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.8%

2022

52
14.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.7%

2022

41
38.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

757.033 tCO₂e

2024

13
132.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.511 tCO₂e

2024

94
22.1% no período

Emissões de energia

SEEG

2.311 tCO₂e

2024

92
14.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.