Restinga SêcaRS

15.213 habitantes · IBGE 4315503

IA

Resumo socioambiental

Restinga Sêca apresenta um quadro de saneamento básico aquém dos parâmetros nacionais e estaduais, com sinais de deterioração operacional no sistema de água. A cobertura de água atingiu 58,5% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e muito distante do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 30. Mais preocupante é a perda de água, que saltou para 40,4% em 2024 — alta de 68,4% em relação a 2010 e superior tanto à mediana nacional (29,1%) quanto à média estadual (39,4%), colocando o município no percentil 72, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício sugere ineficiência na gestão da infraestrutura hídrica, exigindo investimentos em manutenção de rede.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: a coleta de esgoto estagnou em 33,6% desde 2020 (sem dado mais recente disponível) e o tratamento é nulo (0,0%), enquanto a mediana nacional de tratamento já alcança 33,3%. Essa ausência total de tratamento de esgoto tende a pressionar corpos hídricos locais e pode estar associada às emissões de resíduos do município, que somaram 7.839 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), embora com trajetória de leve estabilização nos últimos dois anos. Por outro lado, o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares mostra evolução positiva, caindo de 10,3% em 2010 para 3,3% em 2022, patamar melhor que a mediana nacional (14,9%) e próximo da média gaúcha (4,5%), no percentil 18 — sugerindo que a coleta domiciliar (90,2% dos domicílios, percentil 78) avançou mais que o tratamento final do esgoto sanitário propriamente dito.

No eixo climático, as emissões totais de GEE do município somaram 549.565 tCO₂e em 2024, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Restinga Sêca no percentil 81 — entre os municípios de maior emissão relativa do país. Chama atenção o crescimento das emissões de energia, que mais que dobraram desde 2010 (+141,8%), atingindo 124.556 tCO₂e em 2024 e também no percentil 84 nacional, indicando esse setor como o principal vetor de expansão das emissões locais, à frente inclusive do crescimento proporcional de resíduos.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos disponíveis (2016) indicam 2 ocorrências de cheia e 3 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), reforçando a vulnerabilidade climática do município. A combinação de infraestrutura hídrica deficitária, ausência de tratamento de esgoto e emissões crescentes de energia recomenda priorização de investimentos em saneamento e eficiência energética como agenda socioambiental urgente para a gestão municipal.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.5%

2024

30
3.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

33.6%

2020

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

Perda de água

SNIS/SINISA

40.4%

2024

28
68.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.2%

2022

78
0.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.3%

2022

82
68.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

549.565 tCO₂e

2024

19
36.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.839 tCO₂e

2024

42
27.4% no período

Emissões de energia

SEEG

124.556 tCO₂e

2024

16
141.8% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.