RetirolândiaBA

14.147 habitantes · IBGE 2926103

IA

Resumo socioambiental

Retirolândia apresentou avanço expressivo no saneamento básico na última década. A cobertura de água atingiu 92,6% em 2022, crescimento de +57,5% desde 2008 e valor superior à mediana nacional (76,5%) e ao patamar da Bahia (80,7%), posicionando o município no percentil 74. Já a perda de água, embora tenha recuado para 36,3% em 2022, ainda supera a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (35,0%), indicando que parte do esforço de captação e tratamento ainda se dissipa na distribuição — um ponto de atenção para a eficiência operacional do sistema.

No manejo de resíduos, a coleta domiciliar alcançou 78,9% dos domicílios em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e bem superior à média baiana (69,0%), enquanto o destino inadequado caiu de 25,8% (2010) para 11,9% (2022), redução de 54,1% e desempenho melhor que a mediana do Brasil (14,9%) e da Bahia (17,1%). Essa melhora na gestão de resíduos, contudo, não se refletiu nas emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram 81,0% entre 2010 e 2024, chegando a 6.817 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o aumento da coleta formal pode estar associado à geração crescente de metano em disposição final, mesmo com menor destinação inadequada.

No balanço climático geral, as emissões totais de GEE do município somaram 58.100 tCO₂e em 2024, variação de +74,9% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Retirolândia no percentil 25 — ou seja, entre os municípios de menor emissão relativa no país. As emissões de energia, por sua vez, cresceram 45,7% no período, atingindo 19.393 tCO₂e em 2024, valor próximo à mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Quanto a eventos hidrológicos extremos, não houve registros de cheia em 2016, alinhado à mediana nacional, mas foram observados 7 registros de seca no mesmo ano, no contexto de um estado com forte incidência de estiagem (mediana estadual de 2.159 registros, percentil 81). Em síntese, o município evoluiu consistentemente em cobertura de água e gestão de resíduos, mas enfrenta desafios de eficiência hídrica e de contenção das emissões associadas ao crescimento da infraestrutura de saneamento, além de vulnerabilidade a episódios de seca.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
46.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.8%

2024

68
46.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.9%

2022

54
6.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.9%

2022

56
54.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

58.100 tCO₂e

2024

75
74.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.817 tCO₂e

2024

46
81.0% no período

Emissões de energia

SEEG

19.393 tCO₂e

2024

49
45.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.