Riachão das NevesBA

22.323 habitantes · IBGE 2926202

IA

Resumo socioambiental

Riachão das Neves apresenta déficits estruturais graves em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 50,8% em 2022, resultado de um salto expressivo entre 2019 e 2020 (de 37,7% para 50,4%), mas ainda distante da mediana nacional de 76,5% e do valor da Bahia (80,7%), posicionando o município no percentil 21. Mais preocupante é a perda de água, que saltou de 11,9% em 2021 para 28,5% em 2022 — alta de 442% desde 2008 —, indicando possível fragilidade operacional do sistema justamente no período de expansão da cobertura, embora o valor ainda fique abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%).

O quadro de esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. Apenas 47,9% dos domicílios têm coleta de esgoto em 2022, e 45,1% ainda recebem destino inadequado — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e a mediana da Bahia (17,1%), colocando o município no percentil 90 (entre os piores do país nesse quesito). Houve melhora relativa desde 2010 (quando o destino inadequado era 56,4%), mas o ritmo é insuficiente frente ao padrão nacional. Essa deficiência sanitária dialoga diretamente com o aumento das emissões de resíduos, que cresceram 41,5% desde 2010 e chegaram a 9.424 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 64 — reflexo do manejo inadequado de efluentes e resíduos sólidos.

No campo climático, o município se destaca negativamente: as emissões totais de GEE somaram 2.892.488 tCO₂e em 2024, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Riachão das Neves no percentil 97 — entre os maiores emissores do país, embora distante da magnitude estadual. O crescimento mais alarmante ocorre no setor de energia, que saltou de 47.159 tCO₂e (2021) para 107.751 tCO₂e (2024), aumento de 521% desde 2010, superando com folga a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e situando o município no percentil 82. Essa trajetória de emissões, combinada com o registro de eventos de seca em 2016 (3 registros, acima da mediana nacional), sinaliza pressão crescente sobre os recursos hídricos e reforça a urgência de investimentos em infraestrutura sanitária e eficiência energética.

Em síntese, o município combina baixa cobertura de saneamento, perdas hídricas crescentes e emissões de GEE em trajetória ascendente, exigindo priorização de investimentos em redes de água e esgoto para reverter indicadores que hoje colocam Riachão das Neves entre os municípios mais críticos do Brasil nesses quesitos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

54.4%

2024

25
66.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.3%

2024

77
333.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

47.9%

2022

13
9.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

45.1%

2022

10
20.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.892.488 tCO₂e

2024

3
33.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.424 tCO₂e

2024

36
41.5% no período

Emissões de energia

SEEG

107.751 tCO₂e

2024

18
521.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.