Riachão do BacamartePB

4.877 habitantes · IBGE 2512754

IA

Resumo socioambiental

Riachão do Bacamarte apresenta quadro crítico no saneamento básico, com a cobertura de água registrando 0,0% em 2022, um colapso de -100% frente aos níveis históricos que oscilavam entre 40% e 50% na década anterior (com pico atípico de 76,4% em 2016). Esse valor posiciona o município no percentil 0 nacional, muito abaixo da mediana brasileira (76,5%) e da média estadual (77,2%), sugerindo possível descontinuidade ou falha no reporte dos dados ao SNIS/SINISA a partir de 2020, já que o indicador de perda de água também zerou no mesmo período após anos de perdas elevadas (chegando a 80,1% em 2019). Essa ausência de informação recente é, em si, um alerta de gestão que demanda verificação junto ao órgão prestador do serviço.

Na coleta de resíduos sólidos, o município mostra evolução positiva: a cobertura domiciliar subiu de 65,5% (2010) para 75,4% (2022), redução de destino inadequado de 34,5% para 23,6% no mesmo período. Ainda assim, o percentual de destino inadequado (23,6%) permanece acima da mediana nacional (14,9%) e estadual (15,4%), colocando o município no percentil 65 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros nesse quesito, mesmo com a melhora relativa observada.

Nas emissões de GEE, o município é pequeno emissor em termos absolutos (20.402 tCO₂e em 2024, percentil 8 nacional), mas a trajetória é preocupante: alta de 39,6% desde 2010, puxada majoritariamente pelo setor de energia, que saltou de 1.484 para 11.320 tCO₂e (+662,8%) no período — provavelmente refletindo expansão do consumo elétrico ou uso de combustíveis fósseis locais. As emissões de resíduos também cresceram de forma expressiva (+171,2%, atingindo 2.757 tCO₂e em 2024), movimento coerente com o aumento da cobertura de coleta, que tende a concentrar e formalizar a destinação de resíduos, mas também sinaliza necessidade de tratamento mais adequado para conter o crescimento das emissões associadas.

Do ponto de vista climático-hidrológico, os registros da ANA (2016) indicam maior exposição à seca (11 registros, percentil 88) do que a cheias (1 registro, percentil 76), ambos acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), o que reforça a vulnerabilidade hídrica do município — agravada pela lacuna atual nos dados de cobertura de água e pela histórica instabilidade nas perdas do sistema de abastecimento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

34.8%

2024

9
20.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

76.3%

2024

4
126.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

75.4%

2022

47
15.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.6%

2022

35
31.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

20.402 tCO₂e

2024

92
39.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.757 tCO₂e

2024

78
171.2% no período

Emissões de energia

SEEG

11.320 tCO₂e

2024

61
662.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.