Riachão do PoçoPB
4.946 habitantes · IBGE 2512762
Resumo socioambiental
Riachão do Poço/PB apresenta quadro socioambiental de saneamento crítico, embora com progressos pontuais em gestão hídrica. A cobertura de água atingiu 63,7% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (77,2%), posicionando o município no percentil 35. Em contrapartida, a perda de água no sistema caiu de 57,1% (2020) para 7,5% (2022), resultado bem superior à mediana nacional (29,9%) e à UF (37,3%), colocando o município entre os mais eficientes do país nesse quesito (percentil 5, onde menor é melhor).
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. A coleta de esgoto atende apenas 50,9% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,6%). Como reflexo direto, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 49,0% dos domicílios, quase 3,5 vezes a mediana nacional (14,9%) e a UF (15,4%), colocando Riachão do Poço no percentil 92 — entre os piores do país nesse indicador. Ainda que tenha havido melhora expressiva desde 2010 (quando o destino inadequado chegava a 75,6%), o déficit de coleta de esgoto ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que subiram de 1.977 tCO₂e (2010) para 2.656 tCO₂e (2024), alta de 34,3% no período — tendência de aumento contínuo e preocupante, mesmo com o total ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Em termos de emissões totais de GEE, o município soma 20.186 tCO₂e em 2024, valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e) e à UF, situando-se no percentil 8 — um perfil de baixa emissão relativa. As emissões de energia recuaram para 7.413 tCO₂e (-3,7% no ano, e bem abaixo do pico de 11.567 tCO₂e em 2015), compensando parcialmente o crescimento do setor de resíduos. Não há registros de eventos de cheia em 2016, e apenas 1 registro de seca observada no mesmo ano, dado pontual e desatualizado que limita conclusões sobre eventos extremos recentes.
Em síntese, o município combina avanços relevantes na eficiência da distribuição de água com uma lacuna estrutural grave em esgotamento sanitário, que é o principal vetor de risco socioambiental local e pressiona o crescimento das emissões de resíduos. Investimentos em ampliação da coleta e tratamento de esgoto tendem a gerar duplo benefício: redução da poluição hídrica e contenção das emissões de GEE associadas a resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
18.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
50.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
49.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
20.186 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.656 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.413 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
